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A busca pela longevidade é contrária à busca pela eternidade?

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Hyejin Kang | Shutterstock

Cecilia Pigg - publicado em 16/08/23 - atualizado em 01/11/23

Quão importante é trabalhar para a longevidade do nosso corpo quando temos a eternidade e nossa alma para pensar? Qual é o equilíbrio certo?

A longevidade e a eternidade são contrárias? A julgar pelas manchetes recentes, é seguro dizer que a humanidade quer viver mais:

– “8 hábitos que vão acrescentar décadas à sua expectativa de vida”;

– “Este animal misterioso pode ser a chave para a longevidade humana”;

– “Idosa de 101 anos que dirige sozinha para o trabalho compartilha seus segredos de longevidade”.

Este não é um fenômeno novo, é claro. Os mitos da longevidade têm desempenhado um papel na cultura desde o início da humanidade. E estamos procurando a fonte da juventude desde que nos conhecemos por gente.

Mas quão importante é trabalhar para a longevidade do nosso corpo quando temos a eternidade e nossa alma para pensar? Quanto tempo devemos dedicar à nossa saúde – nossa dieta e rotinas de exercícios, por exemplo – para vivermos mais e melhor?

Nossos corpos são importantes

Primeiramente, devemos lembrar que nossos corpos são importantes. Deus nos criou com um corpo e uma alma. Jesus é a Palavra que se fez carne. Grande parte de seus anos de ministério ele passou curando as feridas dos corpos das pessoas. Além disso, São Paulo nos lembra que nossa sexualidade é importante e que devemos glorificar a Deus com nossos corpos. Ele disse:

“Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habi­ta em vós, o qual recebes­tes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.”

1 Coríntios 6, 19-20

São João Paulo II dedicou mais de 100 de suas Audiências Gerais ao tema de como nossos corpos revelam Deus.

Então, se nosso corpo é importante, é lógico que devemos cuidar dele, buscando integridade e cura conforme necessário. Nosso Deus quer que sejamos curados. É bom e prudente buscarmos respostas e soluções médicas para nossos problemas mentais e físicos.

A busca pela longevidade não é uma coisa ruim por si só. Por exemplo, adicionar antioxidantes à nossa dieta e diminuir o estresse sempre que possível parecem atitudes factíveis que podem agregar valor (e tempo) à nossa vida. 

Quanto é muito?

Mas nossos esforços para viver mais podem facilmente cair no exagero, especialmente em uma cultura que ignora Deus e prioriza a saúde corporal e o bem-estar acima de tudo. Como forma de ponderar se estamos gastando muito tempo com nossa saúde e bem-estar, pode ser útil verificar nossas motivações. Avalie o seguinte:

  • A nossa rotina de exercícios e o esforço envolvido em seguir nossa dieta são principalmente para cuidar de nós mesmos? Ou é mais sobre parecer melhor do que as outras pessoas?
  • Estamos buscando cura e saúde por caminhos congruentes com nossa fé? 
  • Estamos usando alguma prática que fontes seculares recomendam para nossa saúde e bem-estar em substituição às práticas espirituais necessárias? Por exemplo, muitos livros e profissionais de saúde promovem práticas de atenção plena, mas elas nunca devem substituir a oração e a meditação devota.

Encontrando um equilíbrio

Então, qual deve ser o papel da busca pela saúde e longevidade em nossas vidas como católicos? É uma questão de encontrar o equilíbrio entre saber que nossos corpos são templos do Espírito Santo e compreender que não fomos feitos para este mundo.

Temos que acreditar que Jesus quer que sejamos curados, mas que no processo de cura não podemos nos tornar tão egocêntricos a ponto de perdermos o foco em amar os outros.

Tags:
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