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A surpreendente relação entre o cuidado da pele e a vivência do catolicismo

SKIN CARE

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Francisco Vêneto - publicado em 16/08/23

A fé católica não envolve apenas os cuidados com a saúde espiritual, mas também a reta atenção ao bem-estar do corpo, que é templo do Espírito Santo

Preocupações com a própria aparência podem facilmente descambar para a vaidade e a futilidade, mas seria limitado e injusto reduzir tudo o que diz respeito aos oportunos cuidados pessoais a mera superficialidade.

É por isso que vale a pena resgatar a história de Fulana e Beltrana, que se preparavam para a Missa quando uma delas apressou a outra dizendo-lhe que não era hora de cuidar da pele e que isso nada tinha a ver com a prioridade do momento – que era ir para a igreja.

De fato, o cuidado da pele e a vivência do catolicismo podem parecer temas desconexos à primeira vista. A verdade, porém, é existe entre eles uma conexão bastante significativa.

É que a prática da fé católica não envolve apenas os cuidados com a saúde espiritual, mas também a reta atenção ao bem-estar do corpo, que é considerado nada menos que um templo do Espírito Santo.

A Igreja Católica nos lembra, evocando as Sagradas Escrituras, que o corpo humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, o que significa que cuidar do corpo, incluindo a pele, é uma expressão de respeito e gratidão por essa dádiva de Deus. Ao zelarmos pelas nossas melhores condições interiores e exteriores, nós nos importamos e valorizamos o templo sagrado que Deus mesmo quis que fôssemos.

Obviamente, não vale transformar este fato numa desculpa esfarrapada para cultivar uma desproporcional obsessão pela própria aparência. É uma questão de equilíbrio e bom senso. E isto evoca a virtude da temperança, que também deve aplicar-se à nossa aparência. Se por um lado pode haver desequilíbrio na atitude de quem exagera na preocupação cosmética, por outro lado também há desequilíbrio em quem não lhe dá importância alguma.

Cuidar do rosto, especialmente, é um ato de particular reconhecimento à face de Deus que deve refletir-se em nós.

Não se trata de cair no desespero por ajustar-se a padrões de beleza irreais, impostos pela assim chamada indústria da beleza; nem de recusar-se doentiamente a envelhecer e a aceitar que o tempo literalmente deixa a sua marca em nós. Também não se trata de envergonhar-se por eventuais cicatrizes ou manchas, ou mesmo de sentir-se mal pela própria tendência à acne, por exemplo, por mais que esteja sendo tratada. Trata-se justamente de tratar; de tomar as medidas possíveis e proporcionais, aplicando para isto a necessária disciplina, a fim de cuidarmos da nossa aparência com a consciência de estarmos cuidando de nós mesmos como filhos de Deus e como reflexos d’Ele.

Além disso, manter ao longo do dia os bons cuidados de higiene e limpeza do rosto e de todo o corpo é um ato de atenção e de caridade para com o próximo.

Por fim, é preciso recordar que existe grande diferença entre vaidade e autoestima. Ao contrário da vaidade, que é um pecado capital, a autoestima é uma virtude: ela indica a justa medida em que devemos gostar de nós mesmos e nos respeitar – e motivos mais que suficientes para isto já foram citados ao longo deste texto.

Cabe lembrar ainda que a fé católica é fascinantemente corpórea. É, literalmente, uma fé encorpada. O simples fato de que Deus mesmo se encarnou e veio habitar entre nós deveria bastar para confirmar que a nossa fé tem corpo, mas há uma espetacular riqueza de aspectos que ressaltam a sublime corporeidade da fé católica. Encante-se com ela acessando o seguinte artigo:

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