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O grande poder da intercessão

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Padre Reginaldo Manzotti - publicado em 29/08/23

Toda pessoa batizada pode ser intercessora, porém existem critérios para isso

Interceder é pedir algo em favor de uma outra pessoa. É colocar-se entre Deus e alguém rogando pela sua causa e necessidade, como São Tiago nos exorta a fazer: “orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia”.

Na intercessão, aquele que reza “não procura seus próprios interesses, mas sobretudo dos outros” (Fl 2, 4), e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal (CIC 2635). A intercessão é uma oração de pedido que nos conforma de perto com a oração de Jesus. Ele é o único Intercessor junto do Pai em favor de todos os homens, dos pecadores, sobretudo (CIC 2634).

Jesus Cristo se coloca entre Deus e os homens, como intercessor. No plano da salvação, Cristo se consagra em favor da humanidade. Então, entre Deus e a humanidade, ali bem no meio, está um intercessor, que é Jesus.

São Paulo também o exorta como único intercessor, dizendo: “Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!” (Rm 8, 34).

Assim como pelo batismo, somos chamados a nos associarmos ao único intercessor que é Jesus. A missa, que é uma ação de graças, na verdade também é uma intercessão. Jesus se coloca como “o consagrado”, aquele que se entregou, para que a humanidade tivesse vida.

O poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras. Na vida de Moisés temos o exemplo da eficácia da intercessão. Em várias ocasiões, Moisés eleva à Deus suplicas em favor do povo e obtém de Deus o perdão para o povo e a mudança da sentença que Deus já resolverá executar (Nm 14.13-19; 14,20; Êx 32.11-14). Os Evangelhos apresentam mais exemplos de súplicas de intercessão dirigidas a Jesus, como por exemplo, nas Bodas de Cana (2, 1-11); Jairo intercedendo pela família (Mc 5, 22-23); o oficial do Rei que suplica pelo filho (Jo 4, 47-53); o Centurião intercedendo pelo seu servo (Mt 8, 5-6); ainda podemos considerar como um ato de intercessão o gesto dos quatro homens que trouxeram o paralítico e desceram seu leito pelo telhado, fazendo-o chegar a Jesus (Mc 2, 3 4).

Sabemos que o único intercessor entre Jesus e Deus é o próprio Jesus Cristo. Mas, até chegar a Jesus, os santos são intercessores. Nossa Senhora é a advogada, mas o único a interceder perante Deus é Jesus. Um intercessor não nasce pronto. Toda pessoa batizada pode ser, porém existem critérios para se tornar um Intercessor.

O intercessor tem que estar preparado, tem que ter amizade com Deus, porque que a prece do injusto não chega ao Pai. Não pode se tornar um intercessor na vida em espírito ou em um grupo de oração de uma paróquia. Quem não acredita naquilo e por aquilo que reza. O intercessor deve sempre pedir a Deus que o afaste de tudo aquilo que lhe cause dúvida na fé. Deve ter uma vida consagrada. A maior parte das pessoas, falha na intercessão por não ter disciplina. Deve confessar uma vez por mês e ter uma vida sacramental.

Vejam, quem se coloca entre Deus e alguém, tem que estar forte. Para estar forte, tem que ter confessado e comungado. Dois exercícios espirituais: jejum e caridade são as armas poderosas de um intercessor.

Por fim, lembro que a intercessão é algo que nunca deve falhar, tanto que a melhor definição de intercessão que eu já ouvi na vida é esta: “Intercessão é carregar o outro, de joelhos dobrados”.

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