Como amar o mundo como ele é, sabendo que a felicidade real está em outro lugar? Este é, talvez, o desafio cristão, como sugere o escritor Xavier Patier
Um amigo caridoso sugere-me que eu vivo num mundo que já não existe. Eu acreditaria de bom grado se outros amigos caridosos não tivessem me dito a mesma coisa há quarenta anos. Cheguei a Paris quando ainda era um estudante solitário e desleixado, assíduo na missa das sete e meia em Saint-Germain-des-Prés e na assembleia de oração que Pierre Goursat começava a convocar na quinta-feira à noite. Meus colegas pensavam que eu era um garoto de outra época.
Quase não existiam grupos de estudantes fervorosos e sintonizados com o mundo como encontramos hoje. Tivemos que nos defender sozinhos. As capelanias estavam nas mãos de jesuítas de vanguarda, que nunca pararam de repetir o maio de 1968. A Renovação Carismática mal havia nascido. As paróquias tradicionais esvaziavam-se a todo vapor.












![[Receita] Bolo de Amêndoas de Santa Rita de Cássia](https://wp.pt.aleteia.org/wp-content/uploads/sites/5/2025/05/casa-santa-luzia.jpeg?resize=150,150&q=75)