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O desafio de ser cristão em 2023

3 min de leitura
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Crédito: Shutterstock I WeAre

Como amar o mundo como ele é, sabendo que a felicidade real está em outro lugar? Este é, talvez, o desafio cristão, como sugere o escritor Xavier Patier

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Um amigo caridoso sugere-me que eu vivo num mundo que já não existe. Eu acreditaria de bom grado se outros amigos caridosos não tivessem me dito a mesma coisa há quarenta anos. Cheguei a Paris quando ainda era um estudante solitário e desleixado, assíduo na missa das sete e meia em Saint-Germain-des-Prés e na assembleia de oração que Pierre Goursat começava a convocar na quinta-feira à noite. Meus colegas pensavam que eu era um garoto de outra época.

Quase não existiam grupos de estudantes fervorosos e sintonizados com o mundo como encontramos hoje. Tivemos que nos defender sozinhos. As capelanias estavam nas mãos de jesuítas de vanguarda, que nunca pararam de repetir o maio de 1968. A Renovação Carismática mal havia nascido. As paróquias tradicionais esvaziavam-se a todo vapor.