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Para melhor entender a perigosa ideologia de gênero

Ideologia de gênero

Shutterstock / SrideeStudio

Vanderlei de Lima - publicado em 10/09/23

A ideologia de gênero é definida como “o conjunto de argumentos doutrinários que seus defensores utilizam para justificar a existência de uma identidade sexual independentemente do sexo biológico". Entenda:

Temas ligados, direta ou indiretamente, à ideologia de gênero estão na ordem do dia e requerem, por isso, melhores esclarecimentos. Eis a razão deste artigo a transcrever oportunos trechos da obra “Ideologia de gênero: saiba como defender sua família dessa nova ameaça” (São Paulo: Artpress, 2017), do Pe. David Francisquini.

A ideologia de gênero é definida como “o conjunto de argumentos doutrinários que seus defensores utilizam para justificar a existência de uma identidade sexual independentemente do sexo biológico. Para os defensores dessa ideologia, a identidade sexual teria sido imposta pela sociedade, pelo ambiente em que fomos educados; as pessoas nasceriam sem sexualidade psicológica definida; a diferenciação sexual do corpo seria apenas um componente anatômico; e o que denominamos masculino e feminino seria resultado de uma ‘convenção’, como na gramática. Trata-se, portanto, de uma argumentação teórica desenvolvida para dar suporte a uma posição ideológica, não científica, sustentando que a sexualidade seria determinada pelo modo como a pessoa se considera a si mesma, e não pelas características biológicas” (p. 8). 

Ainda mais: “O conceito de ‘papel sexual’ foi introduzido em 1995 pelo psiquiatra americano John Money, para distinguir a identidade sexual biológica do ‘papel social’ que o indivíduo escolheu para representar, a respeito da sua sexualidade. […] Por meio dessa teoria, pretende-se desmantelar a identidade masculina e feminina baseada no sexo biológico e criar uma identidade sexual baseada no conceito de gênero” (p. 8). Como se vê, é uma ideologia altamente revolucionária, anticristã e anticientífica, pois anseia, com argumentos meramente subjetivos e sem fundamentos na realidade observável, jogar por terra tudo o que conhecemos até hoje pela sã razão (o realismo natural filosófico), pela Revelação judaico-cristã (cf. Gn 1,27; Mt 19,4) e pela ciência médica a apresentar aos pais, via exame de ultrassonografia, ainda na gestação, o sexo do bebê e, por conseguinte, tratar o ser humano na sua típica condição de homem ou de mulher etc.

Contestando, no entanto, tudo isso, “na Suécia, algumas escolas retiraram os pronomes suecos ‘han’ e ‘hon’ (ele e ela), substituindo-os por um sexualmente neutro: ‘hen’ – um termo inventado, pelo fato de não existir em sueco um equivalente neutro. Na Alemanha, a polícia prendeu por 40 dias os pais de crianças que não compareceram à aula de ‘ideologia de gênero’” (p. 15). No Brasil, muitas escolas “incluem nas suas atividades curriculares de educação a famigerada ‘ideologia de gênero’. Segundo pensam, a escola seria o espaço apropriado para quebrar os papéis naturais do homem e da mulher” (p. 12-13). Toda atenção dos pais ou responsáveis e educadores se faz muito importante neste quesito. Em casos graves, poderiam – ao que tudo indica – se amparar no direito, natural, moral e legal, à objeção de consciência (cf. Vanderlei de Lima. Obedecer antes a Deus que aos homens. Cultor de Livros, 2021).

Com efeito, afirma a Dra. Pamela Puppo, bióloga: “Esta ideologia é uma corrente de pensamento, não é uma teoria científica, nem muito menos uma evidência científica: sustenta que os seres humanos somos ‘neutros’ quando nascemos, e podemos escolher ser homens, mulheres ou a combinação de ambos quando crescermos. […] Não aceitar a ‘ideologia de gênero’ não é discriminação, não é ser intolerante nem homofóbico. Isto não é discriminação, é simples biologia. Nascer como homem ou mulher não é um fato cultural, é um fato biológico” (p. 19-20).

Tenha, por fim, a palavra Gabriele Kuby, socióloga alemã, ao afirmar o que segue: “A ‘ideologia de gênero’ é a mais radical rebelião possível contra Deus. É o ser humano não aceitando que é criado homem ou mulher, e por isso diz: ‘Eu decido! Esta é a minha liberdade!’. Contra a experiência, contra a natureza, contra a razão, contra a ciência! É a perversão final do individualismo, roubando ao ser humano o que lhe resta da sua identidade – ou seja, o de ser homem ou mulher – depois de ter perdido a fé, a família e a nação” (p. 10).

Possam estes dados calar fundo no coração e na mente de cada leitor e levá-lo a refletir e a agir, dentro da lei e da ordem, ante a perigosa ideologia de gênero.

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