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Quando aperta a saudade de um filho no céu: “Te carreguei no meu ventre; hoje te carrego no coração”

Super Chico

Dani Guedes Bombini | Instagram

Super Chico

Reportagem local - publicado em 11/09/23

Neste começo de setembro, completaram-se sete meses desde a partida do Super Chico para a eternidade

A semana de 6 de fevereiro de 2023 começou trazendo lágrimas para milhares de brasileiros que acompanhavam nas redes sociais a história do pequeno grande Francisco Bombini: o “Super Chico”, de 6 anos de idade, tinha sofrido uma parada cardíaca enquanto dormia, em casa, na cidade de Bauru, SP, e chegava aos braços de Deus Pai na eternidade.

O menino já tinha conquistado o coração de centenas de milhares de pessoas com suas heroicas batalhas pela vida. O guerreirinho com síndrome de Down teve de enfrentar uma cirurgia ainda no ventre materno e, depois de nascer, voltou a encarar e vencer mais operações para tratar de problemas renais e cardíacos.

Sua mãe, Dani Guedes Bombini, começou a compartilhar no Instagram as aventuras do pequeno, frequentemente vestido de super-herói – daí o apelido “Super Chico”, que deu a volta ao mundo quando, na pandemia de covid-19, lutou contra o coronavírus – e o derrotou duas vezes! Aliás, na segunda vez em que pegou a doença que assombrou o planeta no começo desta década, Chico precisou ficar 15 dias internado na UTI. Foi uma catarse coletiva a sua saída do hospital com seu sorriso irresistível de vitória.

O comunicado da sua partida, em fevereiro, gerou enorme comoção na internet. Naqueles dias difíceis, sua mãe relatou que o menino conversava com Deus e contava a Ele da sua missão de fazer as pessoas sorrirem:

“De vez em quando eu percebia que ele cochichava com alguém e, se eu olhasse, ele disfarçava (…) E eu pensava: com quem Chico conversa? Tenho certo, pra mim, que todos temos uma missão nessa vida e a do Chico foi a de plantar sementes de amor no coração das pessoas! Era essa sua tarefa diária, depois dava satisfação, passando relatório e tudo mais: ‘Papai do céu, hozi eu fizi uma pessoa solí, quedita? Masi uma!’… E descobri que era a Deus que ele se reportava! Todo santo dia, a todo minuto!”.

A despedida de um filho é uma provação inimaginável para quem não a sofre e indescritível para quem a vive. O tempo e a fé suavizam a dor e, aos poucos, a saudade se torna doce, enquanto se espera o grande dia do reencontro na eternidade.

Neste começo de setembro, quando se completaram sete meses desde a partida do Super Chico, sua mãe compartilhou uma declaração comovente dessa saudade:

“Te carreguei no meu ventre, nos meu sonhos e esperanças; hoje te carrego no coração, nas lembranças e na saudade!”.

A frase acompanha montagens fotográficas que mostram Chico vestido de Super-Homem, em meio a nuvens e estrelas.

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Tags:
CriançasFilhosMorteSíndrome de down
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