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Małgorzata Rybak - publicado em 11/09/23

Repetimos constantemente promessas de que as coisas serão diferentes a partir de amanhã. Mas por que é tão difícil dizer adeus aos hábitos que podem comprometer nossa saúde física e emocional?

Ir para a cama tarde demais ou comer uma barra inteira de chocolate em vez de dois pedaços; ligar a televisão, quando finalmente pensamos em ler alguma coisa, navegar pelas redes sociais, quando havíamos prometido trabalhar concentrados; repetir tudo o que fazíamos, quando prometemos que, a partir de hoje, as coisas seriam diferentes. Por que é tão difícil dizer adeus aos hábitos prejudiciais à nossa saúde física e mental?

Lutar contra a corrente

A primeira resposta que pode vir à nossa mente é que muitas vezes já partimos de uma posição queimada. Acreditamos que o mais útil é lutar contra o que não gostamos em nós e nas nossas vidas.

Embora a nossa raiva de nós mesmos seja bastante justificada, usá-la como combustível para lutar contra nós não produzirá os resultados desejados. Pelo contrário, pode criar um efeito de círculo vicioso em que eu me castigo por aquilo de que não gosto. Infelizmente, a agressão desencadeada sobre nós só aumenta o fardo, deixando-nos ainda com menos forças para mudar as coisas.

Por sua vez, aquilo contra o que lutamos inevitavelmente cresce, deixando-nos com uma sensação de desamparo.

A agressão contra si mesmo (dizer frases desagradáveis, rebaixar-se ou considerar-se indigno de respeito) destrói a autoestima. E, sem ela, não podemos rearranjar o nosso modo de vida. Para que as coisas mudem precisamos de esperança, bem como de reconhecer que somos importantes e que merecemos ser bem tratados.

Aceitação é tão importante quanto empatia

As nossas possibilidades de mudança aumentam quando aceitamos que é difícil para nós mudar a forma como funcionamos até agora, além de vivermos com as consequências daquilo que não funciona.

Se estou perdendo muito tempo navegando pelo Facebook, então tenho que aceitar que, no momento, estou tendo dificuldade em descobrir como não fazer isso. E que estou vivenciando as consequências disso de uma forma que é dolorosa para mim.

É bom que a aceitação também seja seguida de empatia, ou seja, ver-se como um amigo próximo que precisa de apoio, que ficará incapaz de se recuperar de críticas esmagadoras. 

Graças à aceitação e à empatia poderei finalmente permitir-me ser honesto e ter a coragem de descobrir porque faço o que faço. Porque por trás de cada ação que realizamos existe uma motivação que nos dá algo e, ao mesmo tempo, nos protege de algo.

Ciclo de hábito

Charles Duhigg, autor de O Poder do Hábito, descreve as razões pelas quais repetimos o que nos prejudica em termos do “ciclo do hábito”. Todo hábito tem um “gatilho”, ou seja, as circunstâncias que o iniciam. Podemos pegar o telefone ou o chocolate quando sentimos uma onda de emoções difíceis:

  • Tristeza;
  • Raiva ou
  • Impotência

Assistimos a uma série de TV depois de uma noitada, quando estamos mental e fisicamente exaustos. O resultado é uma espécie de recompensa, mas também um prejuízo para a saúde.

Sair do ciclo de repetição de um hábito que não nos serve nos permite nomear as necessidades que estão por trás dele.

Pode ser uma necessidade de conexão ou de alívio mental (como no caso de navegar pelas redes sociais), de acalmar emoções difíceis ou aliviar o estresse ou de descanso (quando assistimos séries).

Reconheça a fome

Se nos aprofundarmos nas nossas necessidades profundas, podemos descobrir que todo o nosso dia a dia está estruturado de uma forma que não nos dá a oportunidade de viver em equilíbrio, porque estamos extremamente sobrecarregados, não planejamos descanso ou vivemos em um ambiente muito desfavorável.

Talvez seja necessário abordar exatamente aquilo que estamos sentido, em vez de comer batatas fritas ou jogar no computador.

Quando sabemos quais são as verdadeiras “fomes” que clamam por atenção em nós, podemos procurar melhores maneiras de enfrentá-las. Mais do que chocolate, vai me aliviar mentalmente entender o que me deixou com raiva, decepcionada ou envergonhada.

Cenouras no lugar de pipoca

Com algumas coisas podemos lidar facilmente: se você está comendo pipoca gordurosa na frente da TV, pode substituí-la cortando uma cenoura.

Para outras situações, é necessário que olhemos para dentro de nós mesmos com mais profundidade e amor, confrontando os sentimentos que evitamos porque são muito difíceis para nós. Mas quando embarcamos no caminho da mudança por amor a nós mesmos, e não por ódio, podemos alcançar lugares totalmente novos e surpreendentemente belos.

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