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O gradual crescimento da soberba e da vaidade na sociedade

2 min de leitura
arrogância, soberba, vaidade

Crédito: © pathdoc I Shutterstock

"A consequência moral disso é desastrosa", comenta o pe. José Eduardo Oliveira

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Em sua rede social, o pe. José Eduardo Oliveira compartilhou uma reflexão sobre o que vê como um gradual crescimento da soberba e da vaidade nas sociedades após o fim da Idade Média. Ele escreveu:

"O homem medieval não se levava tão a sério. Achava-se desimportante e tomava suas ações como misérias inerentes à sua condição precária, arrependia-se, confessava-se e seguia adiante.

Então, veio a Revolução industrial, que alçou ao status de importantes burgueses desprovidos de nobreza e de títulos, cujas ações, agora, passaram a ser consideradas por eles mesmos como dignas de lisonja e repercussão. Criou-se, assim, o moralismo burguês, feito de bom-mocismo e dignidade fingida, debaixo do qual se esconde toda sorte de malícias e mesquinharias.

Emulando seus chefes, os populares passaram também a se considerarem portadores de magnitudes morais: achando-se eles mesmos dignos de notabilidade, passaram a se portar como grandes personagens, que precisam celebrizar suas ações mais ordinárias, como comer um prato de macarrão ou trocar um bujão de gás".