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Ostentar fraquezas: será que isto é mesmo um sinal de autenticidade?

jovem e seu reflexo

Tinxi | Shutterstock

Reportagem local - publicado em 10/11/23

"É necessário resgatar a cultura da virtude: o homem não deve jamais fazer de suas fraquezas um ideal de vida", exorta padre brasileiro

O pe. Bruno Otenio, da diocese de Guarulhos, SP, compartilhou em sua rede social uma interessante reflexão sobre o que é de fato a autenticidade e o que não passa de uma preguiçosa deturpação deste conceito em prol do conformismo diante das próprias lacunas.

Ele escreveu:

“Houve um tempo em que o homem mostrava ser mais do que ele era. Isso porque havia na sociedade um ideal para se buscar. Isso certamente gerou muitas hipocrisias. Hoje, porém, as pessoas ostentam as suas próprias misérias e fraquezas como se isso as tornassem mais ‘autênticas’. Mas o que fazem é apenas inverter o ‘ideal’, fazendo dos seus vícios o ideal de vida real. Isso, no entanto, não passa de uma verdadeira hipocrisia, pois, justificando-se nas próprias fraquezas, dizem não serem capazes de ser diferentes – não passando de uma desculpa para não serem diferentes. Isso, certamente, gera uma cultura doentia, relativista e viciada nos próprios males”.

Diante deste mal, o sacerdote propõe o remédio:

“É necessário resgatar a cultura da virtude. O homem não deve jamais fazer de suas fraquezas um ideal de vida”.

E detalha:

“Na relação social, não deve apoiar-se nas fragilidades. Deve oferecer o melhor que puder. Deve aparentar SIM ser melhor do que é. Mas não deve com isso ser hipócrita ou viver de aparências. Isso é o mesmo que ser um mentiroso. Ora, o homem não deve apenas parecer bom, deve, por isso mesmo, ser! Porém, não adquirindo o ideal das virtudes, deve ao menos oferecer o melhor que puder, fazer o melhor que puder. Esforçar-se! O homem deve ser realista! Mas se a sua realidade é ruim, deve esforçar-se por melhorá-la. A ‘entropia’ natural não pode ser moral”.

O pe. Bruno prossegue, exortando:

“Fujamos da hipocrisia. Não devemos nunca mostrar o que não somos. Mas com isso devemos mostrar o pior que possuímos? Não! Esforcemo-nos para ser melhores do que somos e dar o melhor que conseguimos e possuímos.

A solução do homem que tentava aparentar ser melhor do era não está no mostrar o pior que se é ou que possui. A solução está em uma coisa mais simples: se quer ser bom: seja! Se quer ser douto: seja! Se quer ser virtuoso: seja! E se não consegue: busque, se esforce, treine, caminhe. Persiga incansavelmente a bondade, a perfeição, busque a melhora”.

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