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Papa: só existe um grupo que sai ganhando com a guerra

Papa Francisco

Antoine Mekary | ALETEIA

Kathleen Hattrup - publicado em 29/11/23

Francisco ainda luta contra a tosse, mas entrega a voz ao apelo pelo fim dos conflitos

Ao entrar na Sala Paulo VI para a audiência geral deste 29 de novembro, o Papa Francisco afirmou que ainda está afetado pela gripe e pediu a um bispo que lesse a sua catequese. O Vaticano anunciou, além disso, o cancelamento, por recomendação dos médicos, da viagem que o papa estava prestes a fazer a Dubai nesta sexta-feira para a COP28.

Depois da catequese desta manhã, o Santo Padre não fez as saudações habituais, mas não deixou de lançar outro apelo pela paz na Terra Santa – ainda que a tosse o tenha interrompido.

“Por favor, continuemos a rezar pela grave situação em Israel e na Palestina. Paz, por favor, paz. Espero que a trégua em andamento em Gaza continue, para que todos os reféns sejam libertados e o acesso à ajuda humanitária necessária continue a ser permitido. Ouvi da paróquia de lá: falta água, falta pão e as pessoas estão sofrendo. São as pessoas simples, as pessoas que sofrem. Não são aqueles que fazem a guerra que sofrem. Pedimos paz. E não esqueçamos, falando de paz, o querido povo ucraniano, que tanto sofre, ainda em guerra. Irmãos e irmãs, a guerra é sempre uma derrota. Todo mundo perde. Bom… Todo mundo? Não: há um grupo que ganha muito. Os fabricantes de armas. Estes ganham muito com a morte dos outros”.

Uma mensagem para hoje

Na catequese desta quarta-feira, mesmo confiando a leitura do texto ao monsenhor Ciampanelli, o Santo Padre deu continuidade à sua reflexão sobre a “Evangelii Gaudium“, encerrando assim esta série sobre a partilha do Evangelho.

A catequese destacou o quanto o Evangelho é uma boa notícia para os nossos dias, com Cristo “vivo hoje, aqui, para nós”:

“Conscientes disto, olhemos para a nossa época e para a nossa cultura como uma dádiva. Elas são nossas, e evangelizá-las não significa julgá-las de longe, nem ficar numa sacada gritando o nome de Jesus, mas sim descer às ruas, ir aos lugares onde as pessoas vivem, frequentar os espaços em que elas vivem, sofrem, trabalham, estudam e refletem, habitando as encruzilhadas da vida, onde o ser humano compartilha o que tem sentido para a sua existência. Tornemos nosso o desejo de Jesus: ajudar os companheiros de viagem a não perderem o desejo de Deus, a Lhe abrirem o coração e a encontrarem o Único que, hoje e sempre, dá paz e alegria à humanidade”.

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