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Hoje faz 153 anos que São José foi proclamado Patrono de toda a Igreja

São José e o Menino Jesus

Fr. Lawrence OP | Flickr | CC BY-NC-ND 2.0

São José e o Menino Jesus

Francisco Vêneto - publicado em 08/12/23

A proclamação foi realizada em circunstâncias muito semelhantes às de hoje: "tempos tristíssimos em que a Igreja, atacada de todos os lados pelos inimigos, é de tal maneira oprimida pelos mais graves males que homens ímpios pensam ter finalmente as portas do Inferno prevalecido sobre ela"

São José foi proclamado Patrono da Igreja Católica em 8 de dezembro de 1870, dia da Imaculada Conceição de Maria, mediante o decreto Quemadmodum Deus, do Papa Pio IX.

Cabe recordar que, em 2020, para celebrar os 150 anos da proclamação, o Papa Francisco convocou o Ano de São José, que se estendeu de 8 de dezembro daquele ano até 8 de dezembro do ano seguinte.

É significativo observar que o decreto de proclamação menciona circunstâncias muito desafiadoras para a Igreja no mundo, bastante semelhantes às de hoje e às de vários outros períodos de particular perseguição e opressão contra a fé.

De fato, o texto afirma:

“Nestes tempos tristíssimos em que a Igreja, atacada de todos os lados pelos inimigos, é de tal maneira oprimida pelos mais graves males a ponto de que homens ímpios pensam ter finalmente as portas do Inferno prevalecido sobre ela, é que os veneráveis e excelentíssimos bispos de todo o mundo católico dirigiram ao Sumo Pontífice as suas súplicas e as dos fiéis por eles guiados, solicitando que se dignasse constituir São José como Patrono da Igreja Católica”.

O decreto não se atém, é claro, ao contexto da época. Principalmente, exalta os méritos de São José para ser reconhecido como esse especialíssimo padroeiro:

“Da mesma maneira que Deus havia constituído José, gerado do patriarca Jacó, superintendente de toda a terra do Egito para guardar o trigo para o povo, assim, chegando a plenitude dos tempos, estando para enviar à terra o seu Filho Unigênito Salvador do mundo, escolheu outro José, do qual o primeiro era figura, tornou-o senhor e príncipe de sua casa e propriedade e o elegeu guardião dos seus tesouros mais preciosos.

De fato, ele teve como esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasceu, pelo Espírito Santo, nosso Senhor Jesus Cristo, que, perante os homens, dignou-se ter sido considerado filho de José e lhe foi submisso. E Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, José não só viu, mas com Ele conviveu e com paterno afeto abraçou e beijou; e, além disso, nutriu cuidadosamente Aquele que o povo fiel comeria como pão descido dos céus para conseguir a vida eterna.

Por esta sublime dignidade, que Deus conferiu a este fidelíssimo servo seu, a Igreja teve sempre em alta honra e glória o Beatíssimo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, implorando a sua intercessão em momentos difíceis”.

Considerando, em suma, tanto os méritos de São José quanto a urgência da Igreja em recorrer à sua intercessão, o papa proclama:

“Tendo depois no Sacro Concílio Ecumênico do Vaticano insistentemente renovado as suas solicitações e desejos, o Santíssimo Senhor nosso Papa Pio IX, consternado pela recentíssima e funesta situação das coisas, para confiar a si mesmo e os fiéis ao potentíssimo patrocínio do Santo Patriarca José, quis satisfazer os desejos dos excelentíssimos bispos e solenemente declarou-o Patrono da Igreja Católica”.

São José, rogai sempre por nós!

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