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Exorcista avisou: “haverá perseguição generalizada” contra os católicos

IMAGEM DE CRISTO QUEIMADA NA CATEDRAL DE MANÁGUA

Javier Ruiz | Arquidiócesis de Managua

Imagem de Cristo profanada e queimada na catedral de Manágua, Nicarágua

Francisco Vêneto - publicado em 21/12/23

"O anticatolicismo agressivo se disseminou graças a séries, novelas, filmes, documentários", afirmou o pe. José Antonio Fortea

Em 2020, em plena pandemia de covid-19, dezenas de incêndios criminosos contra igrejas chocaram católicos e não católicos em diversas partes do mundo. Sem precisar ir muito longe, o Chile, apesar de visto como o país mais desenvolvido da América do Sul, foi palco de uma onda assustadora de incêndios desse tipo, o que causou comoção e indignação internacional.

Nesse contexto, o exorcista espanhol pe. José Antonio Fortea se pronunciou denunciando que a depredação de templos é apenas um dos muitos sintomas de uma perseguição mais ampla e mais intensa contra os católicos. Ele afirmou, sobre um futuro próximo:

“Temo que, infelizmente, vamos viver tempos de perseguição generalizada”.

Semeadores de ódio

Em artigo de 20 de outubro daquele ano, o sacerdote exorcista fez menção aos ataques:

“As imagens das igrejas queimadas no Chile (com a desculpa de reivindicações sociais), os ataques a imagens em templos católicos nos Estados Unidos (com a desculpa do Black Lives Matter), as Femen que sobem aos altares, as pichações de ódio nas paróquias da Espanha…”.

Em seguida, ele afirmou que, nos últimos vinte anos, quem semeou este ódio foi “a elite que tinha o domínio dos meios de comunicação“:

“O anticatolicismo agressivo existe numa parte da população de muitos países graças a séries, novelas, filmes, documentários”.

A partir desse contexto, segundo ele, o sentimento anticatólico pode levar a medidas políticas:

“Não tenho a menor dúvida de que esta mentalidade passará a fazer parte das demandas de algum partido político em algum país. E que, além disto, essas medidas anticatólicas vão se estender a outras nações, porque o terreno está preparado”.

Demônio e queima de igrejas

Mas qual seria, afinal, o papel do demônio neste cenário? O exorcista expôs o seu ponto de vista:

“Alguns culpam o diabo por esses ataques. E eles estão certos, porque o maligno é um semeador de joio. Mas não nos esqueçamos de que ele apenas encoraja, ele apenas tenta. Essa agressividade, porém, é o resultado de uma semente humana. Semearam muito ódio de forma intencional. Os semeadores do ódio estão trabalhando há muito tempo. Há séculos foram os maçons, depois foram os marxistas (…) Nos próximos anos, grupos genericamente chamados de progressistas vão ser cada vez mais audazes nas suas petições aos congressos e tribunais”.

O pe. Fortea complementou que, a seu ver, essa onda de ódio contra o catolicismo varre em especial as democracias em que não há separação nítida entre os três poderes. E finalizou:

“Some-se a isto a política do governo chinês em relação aos cristãos, os martírios em lugares como a Nigéria, a apostasia na Europa… E depois os horrores do Estado Islâmico. O panorama não é esperançador. Se olharmos as nuvens no céu e a direção do vento, eu temo que, infelizmente, vamos viver tempos de perseguição generalizada, com todas as aprovações das instituições do Estado”.

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CatólicosIdeologiaIgrejaPerseguiçãoViolência
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