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Entenda por que este curso universitário faz tanto sucesso

classe avec des élèves

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Theresa Civantos Barber - publicado em 28/12/23

A surpreendente proposta do professor Justin McDaniel, da Universidade da Pensilvânia, teve uma adesão inesperada dos estudantes

Na Universidade da Pensilvânia, os alunos podem acompanhar os ensinamentos do professor Justin McDaniel sobre a vida contemplativa de monges e santos. Inspirado em suas pesquisas sobre religiões e filosofias orientais, o professor desenvolveu um curso dedicado à vida contemplativa em todas as religiões. 

A cada ano, mais de 200 alunos se inscrevem no curso, que tem apenas trinta vagas. Uma vez selecionados, os alunos se comprometem com uma série de práticas ascéticas, como acordar às 5h30, fazer voto de silêncio em determinados horários, jejuar, adotar uma dieta rigorosa e sóbria, privar-se de internet, rádio e televisão e abandonar o smartphone por um mês.

Recriar uma experiência próxima da vida religiosa

Trata-se, portanto, de um programa incrível para jovens estudantes que não têm a reputação de terem anos saudáveis ​​durante a universidade. Como, então, o curso consegue despertar tanto entusiasmo? 

“Podemos procurar razões psicológicas, econômicas e sociológicas pelas quais as pessoas escolhem a austeridade e a renúncia, retirando-se do mundo. Mas estas explicações racionais não podem justificar a experiência fundamental que leva uma pessoa a retirar-se do mundo. Foi a partir desta observação que tive a ideia de recriar uma experiência próxima da vida religiosa”, explica o professor Justin McDaniel.

 A crescente popularidade deste curso fez com que o termo “modo monge” fosse adotado nas redes sociais para se referir à dedicação a uma única tarefa sem a intrusão de tecnologia ou outras distrações.

“Os jovens são capazes de uma renúncia extraordinária”

“Os jovens são capazes de uma renúncia extraordinária. Muitas vezes temos uma imagem ruim da juventude: imaginamos os alunos como uma espécie de adolescente retardado, viciado em redes sociais e desorganizado, mas eu vi o contrário”, testemunha o professor.

Se a investigação do professor se baseia, em primeiro lugar, na sua experiência das filosofias orientais, este discurso não contradiz os exemplos que nos são dados pelos jovens santos que a Igreja canonizou, como Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Maria Goretti ou os beatos Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, para citar apenas alguns. 

“Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te mode­lo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade”( 1Tm 4,12 ).

 Um testemunho para esta juventude que nos obriga e nos ensina que não há idade para buscar o bom, o belo e o grande.

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