Muito se fala sobre a inserção das mulheres nos diversos ambientes e da importância de não “masculinizar” as instituições. Um exemplo simples, mas significativo, é que não devemos olhar com surpresa o fato de uma mulher ser juíza de direito ou ser árbitra de futebol. Elas podem desempenhar essas funções importantes e, com suas características próprias, engrandecem as instituições, seja o judiciário, seja o esporte.
Como era no princípio
Na Igreja, as mulheres estão presentes desde o início. Jesus era acompanhados por algumas mulheres (Lc 8,2-3); a Mãe de Jesus esteve aos pés da Cruz (Jo 19, 25-27) e acompanhou os apóstolos após a ressureição de Jesus (At 1, 12-14).
Nas cartas de Paulo são citadas diversas mulheres como colaboradoras. Na Carta aos Filipenses são nomeadas duas; Entre os destinatários da Carta a Filemon está nomeada uma mulher; Mas, de modo especial, na conclusão da Carta aos Romanos, Paulo cita 29 pessoas, sendo oito mulheres nomeadas e duas sem nome. Ou seja, eram pessoas importantes na missão de Paulo.
Agora
Santas mulheres e piedosas fiéis teceram o caminho da fé. Foram importantes para solucionar conflitos, como Santa Joana D’arc e Santa Catarina de Sena; e ofereceram heroico testemunho ao mundo como Santa Teresa de Calcutá e Santa Dulce.
No Vaticano, o Papa Francisco nomeou pela primeira vez, em 2021, a religiosa italiana Alessandra Smerilli como secretária para o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral. Esse era o cargo mais alto já ocupado por uma mulher na Santa Sé.
Um cargo importante também é ocupado pela brasileira Cristiane Murray que desde 2019 dirige a Sala de Imprensa da Santa Sé.
O Papa nomeou duas religiosas para serem Prefeitas, uma espécie de secretárias especiais, uma para o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Irmã Simona Brambilla, de 60 anos; e outra religiosa como Prefeita do Governatorato da Cidade Estado: Raffaella Petrini, de 56 anos.
Sempre
Patrícia Cabral é Secretária Adjunta do Conselho de Leigos e Leigas Nacional e atua em diversos organismos na Arquidiocese de Manaus, para ela, a mulher é quem movimenta a vida da Igreja e assume fundamental papel na evangelização. “Há uma diversidade de mulheres que assumem um papel muito importante na Igreja. Elas ocupam espaços de liderança, mas com cuidado de mãe e de filha, de amiga, com atenção e amor preservando a vida de cada um que participa das comunidades”, afirmou Patrícia aos microfones da Rádio Rio Mar, de Manaus.
Na Igreja Católica, as consagradas, monjas e religiosas, são quase 600 mil em todo o mundo. No Brasil são mais de 33 mil consagradas. Além disso, as mulheres são a maioria nas Missas dominicais, em diversos serviços na Igreja, como na catequese, e exercem atividades fundamentais para a sociedade.
Mercy Soares é educadora social no Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES) e destaca o compromisso da mulher em todas as esferas da vida. “As mulheres atuam como coordenadoras de comunidades, diretoras de escola e lideram grupos de oração. Todo a atuação da mulher é fundamental: as catequistas são importantes, as religiosas, inclusive as que optam pela vida contemplativa e sustentam a Igreja com sua oração. As mulheres desempenham papel fundamental na formação da família e educação dos filhos, transmitindo valores e fé às novas gerações”.
