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Madre Paulina, a dura vida da primeira santa brasileira

Święta Paulina Visintainer
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Paulo Teixeira - publicado em 08/07/25
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Conhecida como a primeira santa do Brasil, Madre Paulina, como todos os santos, enfrentou momentos difíceis na sua vida

Nascida no norte da Itália no final de 1865, recebeu o nome de Amábile aquela que viria ser a primeira santa do Brasil. Não tinha ainda 10 anos quando veio com a família para Santa Catarina. A menina dedica sua vida ao cuidado da família após a morte da mãe e atua na paróquia onde morava. 

Em 1980 um fato marca a vida de Amábile. Em uma pequena casa doada por um benfeitor ela e a amiga Virginia cuidam de uma senhora com câncer em fase terminal. No ano seguinte a amiga Teresa se junta às duas para se dedicarem a Deus e ao próximo. Surgia assim a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Eram jovens imbuídas do espírito religioso e dispostas a cuidar de quem mais precisava. Em 1894 benfeitores doam um terreno e uma casa na cidade de Nova Trento e o exemplo delas atraiu outras jovens.

Asperezas da vida

Muitos anos atrás conheci em Bragança Paulista o Monsenhor Tito José Felice, que já está no céu. Era já um sacerdote idoso e contou que havia conhecido Madre Paulina. Isso foi antes da canonização dela, em 2002, mas perguntei a ele sobre como era a santa. Ele contou que a conheceu em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, onde ela viveu retirada durante nove anos.  

O sacerdote destacou a humildade de Santa Paulina de ter deixado a administração da congregação em São Paulo e ter vivido anos de sofrimento. Viveu em Bragança Paulista entre 1909 e 1918, o que foi considerado como uma dura prova. O padre lembrou que ela deixou de ser superiora da congregação para ser reconhecida como fundadora, mas sem possibilidade de atuar nas decisões. Se destacou pela oração e cuidado, ao invés da revolta. 

A congregação construiu um asilo na cidade que recebeu o nome de Preventório Imaculada Conceição e Santa Paulina cuidava na medida de suas possibilidades dos doentes e dos órfãos. Desenvolvia atividades simples na cozinha e limpeza, testemunhando, assim, seu amor a Jesus e o desapego pelas honrarias.

Doença

Santa Paulina retornou para São Paulo para conviver com as irmãs depois de superados os conflitos e ali encontra novo calvário. Acompanhava o crescimento da congregação que abria comunidades em diversas cidades e, inclusive, entre indígenas, mas o diabetes causava muito sofrimento. Passou por amputações nos últimos cinco anos de vida que lhe custaram o braço direito. A evolução da doença tirou totalmente a visão da religiosa que faleceu no dia 9 de julho de 1942, em São Paulo.

Santa

Em 19 de maio de 2002 no Vaticano a primeira santa do Brasil foi canonizada pelo Papa João Paulo II. Sua beatificação ocorreu em 1991 por ocasião da visita do mesmo Papa ao Brasil. Os milagres atribuídos a Santa Paulina são de uma mulher catarinense, ocorrido em 1966; e de uma criança curada no Acre em 1992.

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