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Analogias: quais são as duas comparações que mais são usadas na Bíblia para falar de Deus

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Paulo Teixeira - publicado em 09/07/25
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A Bíblia fala de Deus de diversas formas, mas duas imagens se sobressaem

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Na Bíblia se fala de Deus por meio de analogias, são comparações usadas para falar de Deus. Para termos uma ideia do que isso representa, no antigo Testamento o nome de Deus e impronunciável, esculturas não podem reproduzi-lo, Moisés teve um encontro cara a cara com Deus que o deixou brilhante e o profeta Eliseu escondeu o rosto diante de Deus.  

Assim, falar de Deus é sempre um esforço de usar comparações que remetam a tudo aquilo que Deus é. No livro do êxodo Moisés encontra Deus em um arbusto que queimando não se consumia. Nem o nome foi revelado naquele episódio, mas essa imagem da planta que queima foi suficiente para revelar quem é Deus.  

Embora Deus seja recordado como guerreiro, criador, misericordioso, justo e bondoso, são duas imagens que destacam quem é Deus. 

Pastor

Todos decoramos o salmo 23 que diz “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”. Essa figura do pastor aparece de diferentes formas no Antigo testamento e nos Evangelhos é retomada por Jesus que é o pastor bom que dá a vida pelas ovelhas.  

O pastor tem o papel de guia do rebanho que é frágil. Ele sabe onde estão as melhores pastagens e a água. As ovelhas não são animais selvagens, precisam de indicações. Assim, Deus é o guia, o cuidador do seu rebanho. 

No Antigo Testamento pastor evoca cuidado e atenção. Jesus acresce a ternura e o afeto à essa figura. Por exemplo, em Lucas fala da busca por uma ovelha que se perde, em João diz que as ovelhas escutam a sua voz.  

Pai

Embora no Antigo testamento Deus seja comparado também a uma mãe, a analogia de Deus como pai está profundamente enraizada na fé cristã primeiramente porque Jesus se revelou como filho e ensinou como modelo de oração aquela de chamar Deus de pai.  

O pai é o criador, aquele que transmite a existência, aquele que cria e sustenta os seus. De forma poética o profeta Oséias fala sobre o apreço e o afastamento do filho e do pai como uma imagem da relação de Deus e seu povo.  

Esta dimensão da paternidade  divina se liga a um tema reforçado na comparação de Deus com o pastora: o cuidado. A atenção para com os filhos quando criança, os desafios dos filhos adultos, a herança, a honra. Esses temas perpassam os Evangelhos e nos oferecem meios de ver Deus a partir da imagem de pai e até mesmo chamá-lo assim.  

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