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Leão XIV recebe Zelensky em Castel Gandolfo e reitera sua proposta de mediação

Rencontre entre Volodymyr Zelensky et le pape Léon XIV.

Le président ukrainien Volodymyr Zelensky et le pape Léon XIV au balcon de la villa Barberini de Castel Gandolfo, le 9 juillet 2025.

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Cibele Battistini - publicado em 10/07/25
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O papa Leão XIV recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no dia 9 de julho de 2025, ao meio-dia, em sua residência de verão em Castel Gandolfo, onde se encontra em um período de férias de 6 a 20 de julho

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Durante o encontro, o Papa reafirmou sua disponibilidade para acolher no Vaticano "negociações" entre as partes russas e ucranianas.

No início da tarde, Volodymyr Zelensky se dirigiu à Villa Barberini, local de veraneio de Leão XIV, para uma audiência em que os dois chefes de Estado "discutiram o conflito em curso e a necessidade urgente de uma paz justa e duradoura", conforme afirmou o comunicado do Vaticano. O Papa "expressou sua dor pelas vítimas" e garantiu suas orações e sua proximidade ao povo ucraniano.

Esta foi a segunda conversa privada entre eles, após o encontro ocorrido no Vaticano pouco depois da missa de instalação do 267º papa em 18 de maio. O presidente ucraniano também havia conversado por telefone com o novo pontífice no dia 12 de maio, poucos dias após sua eleição.

Antes de Leão XIV, Zelensky havia se encontrado com Francisco em diversas ocasiões. Algumas declarações do Papa argentino foram fortemente criticadas pelo governo ucraniano, incluindo uma em que defendia a coragem de quem ergue "a bandeira branca". No entanto, a nomeação por Francisco do cardeal Matteo Zuppi como representante especial para negociar libertações de prisioneiros na primavera de 2023 foi bem recebida por Kiev, apesar de resultados parciais.

O Vaticano sempre disponível para uma mediação

Durante o encontro em Castel Gandolfo, Leão XIV mais uma vez incentivou a libertação de prisioneiros e "a busca por soluções comuns". Ao sair da Villa Barberini, o presidente Zelensky expressou sua gratidão ao papa por suas ações em favor das crianças ucranianas.

Na audiência, o papa também afirmou seu desejo de receber representantes da Rússia e da Ucrânia no Vaticano "para negociações", segundo o comunicado. O Vaticano se propôs várias vezes como mediador desde a invasão russa, sem conseguir convencer ambas as partes.

Em maio, o presidente americano Donald Trump apoiou a hipótese de uma mediação no Vaticano. No entanto, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, considerou "irrealista" organizar "em terra católica" um cume de paz entre dois "países ortodoxos".

Ao sair de sua reunião com Leão XIV, o presidente Zelensky reafirmou com firmeza a proposta do Vaticano. "Contamos muito com o Vaticano e com Sua Santidade para nos ajudar a organizar um encontro de alto nível para pôr fim a esta guerra", afirmou.

Descanso e encontros

Durante suas férias, os papas sempre mantiveram uma disponibilidade para algumas audiências políticas. As visitas de chefes de Estado a Castel Gandolfo foram particularmente numerosas durante o pontificado de João Paulo II. Ele recebeu, entre outros, os presidentes americanos George Bush pai e filho, o imperador do Japão Akihito, o presidente do Zaire Mobutu e o líder palestino Yasser Arafat.

O pontífice, cujo agenda é consideravelmente aliviada durante sua estadia em Castel Gandolfo, celebrou uma missa "pela preservação da Criação" nos jardins, na presença da equipe. No próximo domingo, ele presidirá uma missa na paróquia de São Tomás de Villanova em Castel Gandolfo e, em seguida, recitará a oração do ângelus diante do Palácio Apostólico.

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