CAMPANHA DE NATAL 2025
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Às vezes o padre costuma recepcionar os fiéis na porta da igreja, outras vezes alguma oração e invocação própria daquela diocese que é inserida na Missa, enfim, paróquias não são todas iguais.
Lembro uma vez que uma excursão foi na Missa em um mosteiro onde não havia comentários introdutórios durante os momentos da celebração. Algumas pessoas debatiam se era “melhor” a Missa com comentários ou sem eles. O melhor mesmo é a Missa, mas para a comunidade que se reunia naquele mosteiro eram dispensáveis os comentários, enquanto na maior parte das paróquias são considerados. Claro que a Igreja tem suas regras gerais, e existe a fórmula que todos utilizam para a celebração da Missa no mundo inteiro.
A partir dessas diferenças, queria falar sobre as maneiras diferentes de ver e viver na Igreja. Todos seguimos com os olhos fixos em Jesus, mas olhamos por ângulos diferentes. As visões não devem ser contraditórias e nem adversas, ao contrário, precisamos compreender que ser Igreja é reproduzir o modelo do Reino de Deus, de maneiras diferentes. Vamos olhar para a concepção da Igreja na Constituição Dogmática Lumen Gentium, promulgada pelo Papa Paulo VI em 21 de novembro de 1964.
Rebanho de Cristo
A Igreja é um rebanho, recordando as diversas citações que Jesus faz sobre as ovelhas nos Evangelhos. O pastor desse rebanho é Jesus. Ele mesmo pediu a Pedro para cuidar das suas ovelhas. A figura do bom pastor evoca a profecia de Isaías e evoca uma governança de cuidado e atenção que tem seu ápice em Jesus, pastor bom que dá a vida pelas ovelhas. Essa visão de Igreja destaca o cuidado.
Essa imagem agrícola tem raízes profundas em toda a Bíblia e, de modo especial, remonta a vinha eleita (Mt 21, 33-43). Essa vinha mostra a maneira de Deus de cuidar para que produza frutos e também faz alusão aos operários que trabalham com apreço para crescer as cosias de Deus. Essa visão de Igreja destaca o trabalho.
Construção de Deus
A Igreja é vista como construção no sentido de que está alicerçada no fundamento dos apóstolos e tem como sua pedra miliar o próprio Jesus, a pedra que antes foi descartada pelos construtores. Pedro remonta em sua carta que somos pedras vivas na edificação de um templo para Deus, contudo, as pedras desorganizadas não são nada, podem ser até mesmo ocasião de tropeço. Articuladas, organizadas, trabalhadas, as pedras podem sim formar o a construção. Essa visão de Igreja destaca a formação.
Essa visão mística de Igreja como “território” escolhido, unido de forma íntima e indissolúvel ao seu Senhor, conflui com a visão de esposa do cordeiro de Apocalipse. Essa visão mostra o vínculo entre Cristo e a Igreja que é alimentada e conservada por Ele mesmo. Essa visão de Igreja destaca a vida espiritual.









