Verônica e Rayla, jovens brasileiras, saíram de Brasília na sexta-feira.
Destino: Jubileu da Juventude em Roma. A viagem é longa. Rayla, saiu de Tefé no Amazonas para encontrar Verônica em Brasília. Próxima etapa Guarulhos, onde perderam a coincidência do vôo e tiveram que aguardar o próximo vôo disponível para Roma.
Chegaram em Roma, sábado dia 26, mas sem a bagagens. Outros "tropeços" pra encontrarem as bagagens. Verônica nos conta nestes imprevistos e preocupações, ambas confiaram sempre na intercessão de Nossa Senhora.
No mesmo dia, encaminharam para Assis, onde no Domingo 27 de julho teve início o Encontro Internacional da Juventude Franciscana.
O dias são marcados por reflexões, momentos de confissão, celebrações eucarísticas, peregrinações nos principais lugares onde São Francisco esteve e deu origem a sua ordem. Verônica conta
"o caminho em subida ao Eremo delle Carceri foi proposta aos jovens para ser feita em silêncio, meditando sobre quem somos e sobre nossa vida. Na parte da tarde, guiados pelos freis franciscanos, tivemos um momento de partilha em grupo, com jovens de outras nações, sobre as emoções e reflexões feitas pela manhã, colocando também o cansaço e os momentos difíceis de um caminho longo e cheio de obstáculos"

No final da tarde, o dia se concluiu com a Santa Missa celebrada em língua espanhola.
Ė uma experiência incrível vivenciar a celebração eucaristica em outra lingua e saber que nosso Deus vai além de uma cultura, de uma raça, de uma nação, de uma língua
O dia de hoje prossegue na espiritualidade Franciscana. Etapa na Igreja de Santa Maria dos Anjos, onde se encontra a Porciúncula.
Abaixo, um trecho da homília de Frei Abel Garcia
Neste primeiro dia do nosso encontro, focamos em um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: a humanidade é habitada por desejos. Quão belo e, ao mesmo tempo, quão complexo é o mundo dos desejos! Alguns são bons, outros nem tanto; alguns são realizados, outros não; alguns são frustrados e outros, por medo, nunca se concretizam. Acredito que a coisa mais bela sobre o mundo dos desejos é esta: que cada desejo que surge no coração humano é um eco da verdade fundamental que carregamos profundamente dentro de nós: uma vida significativa, uma vida que vale a pena ser vivida, uma vida confortável e não conformista, uma vida vivida e realizada no amor. Em suma: uma vida alegre e feliz.
Precisamos aprender a direcionar nossos desejos para o amor, como nos ensina São Boaventura. Caso contrário, se nossa existência humana consistir apenas na realização de desejos — o que é impossível porque o desejo não tem limites, portanto, seu destino é ser eternamente insatisfeito — o resultado é frequentemente solidão, ansiedade e frustração. Absolutizar o desejo nos leva a estar eternamente insatisfeitos e a nunca verdadeiramente desfrutar de nada; mas, ao mesmo tempo, não queremos ter medo de nossos desejos, muito menos desvalorizá-los ou desconfiar deles. Eles estão lá; são uma bússola; não precisamos temê-los. A chave é aprender a organizá-los, isto é, direcioná-los para cima, em direção às estrelas — como sua própria etimologia indica — sabendo que, como alguns autores disseram, a culminância mais completa dos desejos humanos é a santidade, isto é, ser santo e irrepreensível através do amor.









