A morte é uma realidade que alcançará a todos nós. Alguns mais jovens, outros tão longevos a ponto de viver 90 anos, porém, a idade que atingirmos será o tempo destinado por Deus para cada um e, acima de tudo, representa a oportunidade que nos é dada para alcançar a santificação.
Mais idade, mais responsabilidade
Vivemos em uma época em que todos gostariam de prolongar a vida, mas especialmente os jovens. Tratamentos de todos os tipos são anunciados como uma panacéia: ninguém quer ficar doente, muito menos envelhecer.
Por isso exercícios corporais, alimentação saudável, suplementos vitamínicos, medicina natural, enfim, todas as soluções são planejadas para que a pessoa viva bem por muitas décadas.
Mas o Salmo 90 diz:
"... Nossos anos estão terminando como um suspiro. Nossa vida dura apenas setenta anos, e oitenta, se tivermos mais vigor: na maioria das vezes são fadiga e miséria, porque passam rapidamente e nós partimos".
Apesar de todos os cuidados com o corpo, a parte mais importante é esquecida: a espiritual. Além disso, deve-se considerar que quanto mais velho você for, maior será a responsabilidade. Quanto mais experiências, melhores devem ser para que nos assegure a santificação e a entrada no céu.
Porque não se trata apenas de viver adorando o corpo - isso. A propósito, é assim para muitas pessoas – mas cultivar o que perdurará quando formos chamados a prestar contas.
Caminho de purificação
Olhando do ponto de vista da fé, sofrer algumas doenças com a saúde e os estragos da velhice também pode significar uma boa oportunidade para nos purificarmos.
São Pedro escreve:
“O Deus de toda a graça, que nos chamou para a sua glória eterna em Cristo, depois de terem sofrido um pouco, os restaurará e confirmará, tornando-os fortes e inabaláveis” (1 Pd 5,10).
Podemos entender que o sofrimento que vem com a idade também faz parte da purificação e uma boa maneira de nos oferecermos a Deus por alguma intenção especial: uma conversão, a resolução de algum problema familiar, o papa, os padres, enfim, as dores não são inúteis quando as unimos a Cristo crucificado.
São Paulo encoraja os romanos a não perderem a esperança no sofrimento:
“Além disso, nos gloriamos até nas próprias tribulações, porque sabemos que a tribulação produz firmeza, 4 a perseverança prova a virtude, a virtude prova a esperança” (Rm 5,3-4).
O exemplo
Temer o que mata o corpo e não a alma é um sinal de afastamento de Deus. Mas muitas vezes acontece que, à medida que o fim de suas vidas se aproxima, muitos sentem a necessidade de encontrá-Lo. O Senhor Jesus menciona em uma de suas parábolas que alguns são chamados à sua vinha ao amanhecer, outros ao meio-dia e alguns à noite.
Não importa quando recebemos o chamado de Deus, mas que não sejamos surdos à Sua voz. Porque, por outro lado, se estivermos de boa saúde, podemos optar pelo apostolado: o exemplo arrasta-se, e se trabalharmos com alegria e muita coragem, ajudaremos mais pessoas a ver o Senhor na nossa obra evangelizadora.
Devemos dar sentido à vida, um sentido de eternidade, porque ninguém sabe em que momento ela será exigida pelo Pai eterno. Espero que ele nos encontre prontos.









