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Você conhece a ação da Igreja Católica nos oceanos?

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Paulo Teixeira - publicado em 03/08/25
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Curiosidades sobre a história e ações da Igreja Católica no mundo do trabalho no oceano

Em 1920, em Glasgow, na Escócia, um grupo de leigos iniciou um serviço de atenção religiosa para os trabalhadores do oceano. O Papa Pio XI, em 1922, chamou de Apostolado do Mar. Em 1997 o Papa João Paulo II instituiu o regulamento desse precioso serviço pastoral com a Carta Apostólica Stella Maris. Esse simpático título que quer dizer estrela do mar refere-se à Virgem Maria que, tal qual a estrela do mar, a estrela polar no hemisfério norte, guia os fiéis para Jesus.   

Com o nome de Stella Maris, a obra está presente nos cinco continentes. São mais de 300 portos atendidos em 41 países, e conta com mais de mil sacerdotes que são “padres marítimos”, que atuam acompanhando embarcações ou recebendo trabalhadores náuticos nas cidades portuárias.  

Os centros Stella Maris oferecem serviços básicos e importantes como telefone e internet para os marítimos, e também cursos e assistência aos familiares. De forma discreta, também combatem o tráfico de pessoas e ajudam sequestrados fugitivos. 

No oceano e no Brasil

No Brasil a primeira casa de acolhimento Stella Maris surgiu em Santos, em 1970. Depois Rio de Janeiro e Porto Alegre também tiveram seus centros erguidos. Em Santos existe a Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, que é também a base da Paróquia pessoal Stella Maris. Conduz essa paróquia que atende aos marítimos e pescadores o missionário scalabriniano Padre  Frandry Tamar. Ele é natural do Haiti e chegou ao Brasil depois de anos de missão em Montevidéu, Uruguai, onde atuou como diretor do Centro Stella Maris. Missas em inglês, acolhida dos trabalhadores para repouso ou serviços básicos, e visitas aos navios fazem parte do cotidiano do religioso e dos agentes de pastoral envolvidos.  

Profetas da paz

Todos os anos a Igreja Católica celebra no segundo domingo de julho o Domingo do Mar, ocasião em que se volta com especial atenção à vida dos marítimos e de suas famílias.  Por ocasião do Domingo do Mar deste ano, o Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Michael Czerny, SJ dirigiu uma mensagem aos capelãos, voluntários e comunidades que atuam na pastoral do mar, encorajando-os a serem verdadeiros “profetas da paz”. Ele também exortou as comunidades eclesiais a intensificarem a atenção ao mar como espaço físico e espiritual que interpela à conversão e ao cuidado da criação. 

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral pede às comunidades, “em particular às Dioceses com territórios marítimos, fluviais ou lacustres”, para “intensificarem a atenção ao mar como ambiente físico e espiritual que apela à conversão”. 

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