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Cofundador da Wikipédia: de filósofo cético a cristão

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Tina Martinec Selan - publicado em 05/08/25
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Larry Sanger, um dos cofundadores da Wikipédia, nasceu em uma família cristã, mas perdeu a fé na adolescência. É assim que ele a reencontrou…

Os caminhos que levam à fé são muito diversos. Para alguns, a jornada é tranquila e sem grandes abalos; para outros, é mais complexa. Este último é o caso da conversão de Larry Sanger, que ele mesmo descreveu em detalhes em seu blog.


Cofundador da enciclopédia online Wikipédia

Você talvez não reconheça o nome Larry Sanger, mas se falarmos da enciclopédia online Wikipédia, com certeza todo mundo que já procurou informações na internet sabe do que se trata.

Antigamente, tínhamos coleções enormes de enciclopédias nas estantes de casa, onde líamos sobre os diversos fenômenos do mundo. Hoje, basta digitar uma palavra no buscador e a Wikipédia nos oferece uma explicação em segundos. A plataforma foi fundada em 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger. Este último não é apenas programador, mas também filósofo.


Em busca de respostas para perguntas difíceis

A filosofia foi o primeiro e maior amor de Larry Sanger. E foi justamente por meio da filosofia que ele se tornou agnóstico na adolescência, e depois — algumas décadas mais tarde — encontrou a .

Sanger nasceu em uma família cristã, mas ainda jovem começou a fazer perguntas difíceis. Uma delas, por exemplo, era como se relacionam o espírito, a alma e a mente — ou quais as diferenças entre eles.

Infelizmente, ele não encontrou ninguém disposto a explicar ou discutir suas dúvidas mais profundas sobre a fé. Concluiu então que “só pessoas dogmáticas, sem curiosidade e incapazes de responder questões difíceis acreditam em Deus” — e ele não era uma dessas. Então, rejeitou a fé.

Depois de estudar filosofia, deu aulas na universidade por alguns anos. Durante seus estudos, leu amplamente a literatura filosófica. Ele conta que nunca se considerou verdadeiramente ateu, mas sim agnóstico:

“Eu nem acreditava, nem deixava de acreditar na existência de Deus”, explica.

“Sempre estive disposto a considerar seriamente a possibilidade de que Deus exista. Os ateus, não.”

Na verdade, ele achava a maioria dos argumentos dos ateus militantes fraca — e muitas vezes até ofensiva e superficial.


Descobrindo a teologia — e Deus

Uma virada decisiva em seu sistema de descrença aconteceu com dois grandes eventos em sua vida: seu casamento e o nascimento do primeiro filho. Foi nesse momento que ele sentiu, pela primeira vez, um amor incondicional por outra pessoa, por quem estaria disposto a dar a vida.

Isso abalou seu sistema filosófico autossuficiente. Ele se deu conta de que seu pensamento começava a se distanciar do de seus colegas agnósticos e ateus, que tanto havia admirado. Foi então que descobriu a teologia.

Embora já lesse a Bíblia para os filhos, não tinha nenhuma relação pessoal com ela. Para ele, era apenas um livro culturalmente importante, que toda criança deveria conhecer. Mas com o tempo, por várias razões, decidiu estudar a Bíblia inteira, buscando compreendê-la como os crentes — embora sem querer acreditar.

Percebendo que precisava de orientação para mergulhar nos textos bíblicos, adotou um plano de leitura de 90 dias e começou a usar várias bíblias de estudo e livros de apoio. Descobriu que havia muito mais profundidade e sentidonas Sagradas Escrituras e em suas interpretações do que imaginava.

“Aos poucos, percebi que estava entrando em contato com uma tradição teológica de dois mil anos”, escreve.

E assim, lentamente, começou a “falar com Deus” — sua primeira tentativa de oração desde a infância.


Conversão

Ele começou a escrever e publicar ensaios sobre o tema. Foi convencido por argumentos teológicos que se alinhavam com sua visão de mundo. Claro, a graça de Deus teve papel fundamental nisso, como ele mesmo reconhece.

Larry Sanger publicou em seu blog um extenso texto intitulado Como um filósofo cético se tornou cristão. (Se preferir ouvir em vez de ler, ele gravou esse texto em seu canal no YouTube.) No final, ele professa sua crença pessoal no Deus Trino. Entre outras coisas, escreve:

“Agradeço a Deus por me adotar em sua família e perdoar os meus muitos pecados.”

“Agradeço a Ele pelo dom da fé que, durante a maior parte da minha vida, jamais imaginei que teria.”

Atualmente, ele também está escrevendo um livro sobre Deus e sua jornada da incredulidade para a fé. Em seu blog, explica que ainda não se uniu a uma igreja ou denominação específica, mas que sua caminhada continua.

Rezemos para que Deus continue iluminando sua mente e fortalecendo sua fé, para que ele avance cada vez mais rumo à plenitude da verdade em Cristo e em sua Igreja.

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