No Brasil existem 280 circunscrições eclesiásticas, em geral são dioceses e arquidioceses. Mas existe uma diocese que, de certa forma, é nacional, no sentido de que não está ligada a um território, mas atente todo o território nacional. É o Ordinariado Militar do Brasil.
Padres e diáconos
Sediado em Brasília, no Ministério da Defesa, atende mais de 130 capelanias militares com seus mais de 350 clérigos. A atividade de capelania é importante no meio militar, pois contribui na formação moral, ética e social dos integrantes das Unidades Militares em todo o Brasil.
Os padres que atuam diretamente na assistência às formas armadas e policiais são chamados de capelão militares. São como os párocos das paróquias e animam as capelanias que assistem aos militares e seus familiares.
Como uma diocese, conta com um bispo. Atualmente o brasiliense Dom Marcony Ferreira exerce essa função zelando pelo rebanho espalhado por todo o Brasil e também atuando fora do país em missões de paz ou em pesquisas.
Missões
Os capelães militares proporcionam celebrações nas instituições militares por ocasião das solenidades e festas, e também acompanham espiritualmente os militares e suas famílias. Nas capelanias que funcionam em escolas, colégios militares, quarteis, bases aéreas e guarnições do exército, são realizadas atividades comuns das paróquias, como catequese para primeira comunhão e crisma, batizados, confissões e missas para que os militares e suas famílias possam ter assistência religiosa.
Além disso, os padres que atuam nas forças armadas participam das missões de ação social. Em junho deste ano, por exemplo, a Força Aérea Brasileira realizou a Missão Excelsior em Santarém, no Pará. Mais de 800 pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas receberam atendimento médico, psicológico e social. E também atendimento religioso, pois o Padre Major Felipe da Silva Braga prestou apoio espiritual tanto ao efetivo da FAB quanto à população local.
Além das missas no hospital de campanha e da animação espiritual dos mais de 150 militares presentes, o sacerdote ouviu confissões e ministrou o sacramento da unção dos enfermos aos atendidos.
Em maio do ano passado, quando o Rio Grande do Sul sofreu com a tragédia das enchentes, os capelães militares estiveram na linha de frente confortando os envolvidos nas operações de resgate e também consolando a população vitimada. O Padre Lucas Antônio, Capelão do Comando do Sul, percorreu os centros de acolhimento na capital gaúcha para momentos de oração com as pessoas desabrigadas. Outros capelães, estiveram oferecendo escuta atenciosa e bençãos para esse momento tão delicado da população gaúcha.
São certamente soldados de Deus que tem nas mãos as armas da fé para ajudar as pessoas a superar obstáculos e caminham com as comunidades militares testemunhando o Reino de Deus.









