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A guerra não é um meio de resolver conflitos, diz Papa Leão

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Kathleen Hattrup - publicado em 11/08/25
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O 80º aniversário das bombas atômicas “despertou no mundo inteiro a necessária rejeição da guerra como meio de resolver conflitos.”

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Após rezar o Angelus do meio-dia neste 10 de agosto com os fiéis presentes na Praça de São Pedro, o Papa Leão XVI exortou a continuarem rezando pelo fim das guerras.

Ao falar sobre os conflitos globais, ele destacou um ponto positivo e um negativo.

O positivo: a situação entre Armênia e Azerbaijão.

O negativo: a situação catastrófica e contínua no Haiti.


Palavras do Papa:

“Continuemos a rezar pelo fim das guerras. O 80º aniversário dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki despertou no mundo inteiro a necessária rejeição da guerra como meio de resolver conflitos.

Que aqueles que tomam decisões tenham sempre em mente a responsabilidade pelas consequências de suas escolhas na vida das pessoas. Que não ignorem as necessidades dos mais frágeis e o desejo universal de paz.

Nesse sentido, felicito a Armênia e o Azerbaijão pela assinatura da Declaração Conjunta de Paz. Espero que este evento contribua para uma paz estável e duradoura no Cáucaso do Sul.

Por outro lado, a situação do povo do Haiti é cada vez mais desesperadora. Continuam chegando relatos de assassinatos, violências de todos os tipos, tráfico de pessoas, exílios forçados e sequestros. Faço um apelo sincero a todos os responsáveis pela libertação dos reféns e peço o apoio concreto da comunidade internacional para criar as condições sociais e institucionais que permitam ao povo haitiano viver em paz.”


Cáucaso do Sul

A declaração entre Armênia e Azerbaijão foi assinada em 8 de agosto, em Washington, pelo presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, e pelo primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, sob os auspícios do presidente dos EUA, Donald Trump.

No entanto, o acordo provocou forte oposição entre parte da população armênia. Os opositores temem a perda de soberania resultante da construção, sob supervisão americana, de um corredor de 40 quilômetros no sul da Armênia, próximo à fronteira com o Irã, para conectar o Azerbaijão à sua província ocidental de Nakhchivan.

O envolvimento dos Estados Unidos, aproveitando-se do declínio da influência russa na região, está principalmente ligado ao objetivo do presidente Trump de isolar o Irã, que até agora manteve relações diretas com esses dois países caucasianos com os quais compartilha fronteira.


Haiti

No Haiti, uma missionária irlandesa está desaparecida há uma semana.

Segundo o Vatican NewsGena Heraty, responsável pelo Orfanato St. Helene, próximo à capital Porto Príncipe, foi sequestrada no último domingo junto com uma criança de três anos e sete membros de sua equipe.

O Haiti, nação mais pobre do hemisfério ocidental, sofre com ausência de lei e violência de gangues. A ONU afirma que mais de 80% da capital Porto Príncipe está sob o controle de gangues e do crime organizado.

O sequestro é um crime cotidiano no país, muitas vezes com o objetivo de obter grandes quantias de dinheiro para comprar armas e outros equipamentos.

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