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O santo e o pecador: três diferenças que os distinguem

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Mónica Muñoz - publicado em 12/08/25
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Na aparência eles são iguais, mas existem algumas características que fazem de alguém um santo ou um pecador, descubra aqui quais são as mais comuns

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Deus nos criou para e sustenta a nossa existência. Além disso, Ele nos deu a liberdade e a vontade de escolher entre ser santos ou pecadores. É importante esclarecer que todos somos pecadores, mas quem escolhe transformar a própria vida está no caminho para se tornar santo.

Santo ou pecador?

São Paulo diz aos Romanos:

“Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3, 23).

E São João nos lembra:

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos” (1 João 1, 8).

Então quem é o santo? São Josemaría Escrivá de Balaguer esclarece:

"Um santo é um pecador que tenta novamente."

Feito esse esclarecimento, diremos agora que, embora possam parecer iguais na rua, há algumas diferenças que vale a pena conhecer para distinguir entre o santo — ou aquele que se esforça para sê-lo — e o pecador: aquele que não se importa em se perder e não faz nada para impedir isso.

A congruência da vida

É pertinente dizer que ninguém está imune a cometer um pecado diário, mesmo um venial. No entanto, nosso comportamento deve fazer a diferença. O santo refletirá sobre o dano que qualquer pecado inflige à sua alma. O pecador dirá: "Só existe uma vida, e devemos aproveitá-la ao máximo".

Portanto, ser consistente se torna uma prioridade. Devemos garantir que nossas palavras e ações estejam alinhadas para que os outros vejam que acreditamos em Deus e em suas promessas.

Os cristãos não devem levar uma vida dupla nem se contradizer com suas ações. Jesus foi enfático ao advertir seus discípulos contra os fariseus, mas o mesmo se aplica a nós:

“Façam e obedeçam a tudo o que eles lhes dizem, mas não confiem em suas obras, porque eles não praticam o que dizem.” (Mt 23, 3).

A relação com o próximo

Existem muitas pessoas "boas", para dizer o mínimo. E certamente, todos nós nos consideramos bons porque nos contentamos em não prejudicar os outros. Mas a grande diferença está em fazer o bem a eles.

Mas temos que ser honestos conosco mesmos: está cada vez mais difícil evitar problemas com os outros, principalmente quando surgem injustiças ou nos sentimos ofendidos por uma situação da qual não gostamos.

É neste momento que os santos se distinguem dos pecadores. Desejando o bem àqueles que nos prejudicaram, tratando com ternura aqueles que nos ofenderam, cumprimentando aqueles que sabemos que falaram mal de nós, ajudando aqueles que nos negaram apoio... São tantas as ocasiões em que podemos nos diferenciar!

Jesus nos lembra: "Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos não fazem o mesmo? E se saudarem somente os seus irmãos, que maravilha há nisso? Os pagãos não fazem o mesmo?" (Mateus 5, 46-47)

O relacionamento com Deus

O Padre Raniero Cantalamessa pregou uma Sexta-feira Santa:

"Caro irmão descrente, se Deus não existe, eu não perco nada; mas se ele existe, você perdeu tudo."

Um cristão deve ter um relacionamento próximo com o Senhor, o que deve se traduzir em frequentar a igreja, aprender sobre a fé, assistir à missa, confessar, receber a comunhão e, em suma, ter uma vida espiritual ativa.

É uma ótima maneira de começar. São João Maria Vianney disse que:

"Nem todos os que se aproximam dos sacramentos são santos, mas sempre surgirão santos entre aqueles que os recebem com frequência."

Mas também significa aceitar a Sua vontade. Por um lado, obedecendo aos Seus mandamentos. E, por outro, entendendo que isso não nos livrará do sofrimento. Aqueles que estão longe de Deus desejam que nada de ruim lhes aconteça, mas, se isso acontecer, culpam o Senhor ou O negam.

O santo sabe que esta será uma oportunidade para se purificar e se tornar como Cristo na cruz, por isso sua esperança está no Senhor quando as provações e os momentos difíceis chegarem.

O que escrevi aqui são apenas três ideias, mas você certamente pode complementar a lista com seus próprios depoimentos.

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