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Cibersegurança: evitar que as redes sociais conduzam à pornografia

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Jesús V. Picón - publicado em 15/08/25
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Especialista em cibersegurança alerta como as redes sociais causam desvios nefastos, inclusive em ambientes católicos.

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Clemente de León é, entre outras coisas, profissional de cibersegurança. Nasceu no centro do Panamá, em um povoado chamado Pocrí Aguadulce, mas atualmente vive na cidade da Guatemala com a esposa e dois filhos. Estudou Psicologia Educacional, Psicologia Clínica, Ciências Religiosas e, mais recentemente, Engenharia em Cibersegurança.

Ele dirige uma empresa que capacita e oferece consultoria à sociedade para combater a pornografia nas redes sociais e nos meios digitais.


Jovens católicos e o perigo das redes sociais

Uso de redes sociales
Clemente

Embora as redes sociais possam ser uma ferramenta fabulosa, em matéria de segurança “os católicos estamos na nebulosa, praticamente fora do sistema solar”, alerta o especialista.

De repente, com a entrada em peso de TikTok, Facebook, Instagram, WhatsApp e outras plataformas, os jovens começaram a enfrentar um problema desconhecido para os pais.

“Os pais começavam a ligar e nos contar: ‘Clemente, minha filha é destaque na escola, e na paróquia dá palestras na Semana Santa; mas entrou no banheiro, pegou o celular e se gravou nua’. Recebíamos uma ligação atrás da outra”, relata.

O especialista comenta que pouco importa se o jovem está em um colégio católico ou em grupos paroquiais e conta um caso alarmante:

“Tivemos uma escola onde 140 crianças, ao mesmo tempo e na mesma hora, se gravaram nuas e enviaram os vídeos para as redes sociais.”


O mal entrando em ambientes católicos

A imoralidade nas redes é um problema que chegou até a lugares aparentemente impossíveis, como seminários. Clemente explica:

“Os seminaristas não vêm de Plutão. Eles são jovens comuns que, em algum momento, decidiram ser padres. Mas o que acontece? Esse jovem, que agora tem 18 anos, ganhou um celular aos 14, e nessa idade começou a ver pornografia. Então, quando entra no seminário, já carrega quatro anos de consumo de pornografia.”

Outro ponto que ele destaca é a velocidade e a interatividade atuais da pornografia:

“Hoje você entra em um aplicativo e cria o seu próprio modelo. E os jovens querem ser os atores.”

Ele cita o exemplo da famosa plataforma OnlyFans, que disfarça a prostituição como um trabalho de influencer, movimentando bilhões de dólares e vendendo a ideia de um falso empoderamento, no qual homens e mulheres que comercializam fotos e vídeos íntimos se tornam milionários. Mas a tentação não é exclusiva dos jovens — atinge também adultos.

Apesar disso, Clemente mantém o otimismo:

“Assusta pensar que um novo padre ou religiosa possa fazer isso. Mas, assim como as gerações anteriores, essas novas também encontrarão uma saída, seus próprios recursos emocionais e espirituais para superar essas dificuldades.”

Ele também age para ajudar:

“Dou conferências em seminários de Honduras e Guatemala.”


Liderança também no mundo digital

A conclusão de Clemente é clara:

“Os adultos continuam acreditando que criar filhos é liderá-los no físico, no emocional e no religioso. Mas, com a chegada do mundo virtual, o pai e a mãe precisam ser líderes também na parte digital.”


Recomendações de especialistas em segurança digital

  1. Retirar os celulares dos quartos durante o dia e à noite e evitar levá-los ao banheiro.
  2. Proibir redes sociais e celulares para menores de idade. No estado de Querétaro, no México, já está em vigor uma lei que proíbe que menores de 14 anos tenham celulares e redes sociais nas escolas.
  3. Limitar, regular e proibir o uso de celulares em escolas, centros paroquiais, seminários e conventos; evitar o uso à noite e permitir apenas em locais públicos, como refeitórios, bibliotecas e salas onde haja outras pessoas presentes.
  4. Bloquear o acesso à internet em determinados horários — por exemplo, à noite — em lares, escolas e centros religiosos.
  5. Configurar o “controle parental” para bloquear e restringir o acesso a sites pornográficos ou redes sociais por meio de uma plataforma de gestão virtual.
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