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Recebendo visitas com Maria

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Jean-Michel Castaing - publicado em 18/08/25
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Colocar nossas comemorações sob os auspícios da Virgem Maria, especialista em hospitalidade, é uma maneira segura de garantir seu sucesso.

Um feriado ou final de semana são bons para o relaxamento da mente e do corpo se combinam para nos encorajar a receber nossos amigos em casa, compartilhar uma boa refeição e cultivar amizades. É hora de relaxar. No entanto, receber convidados pode causar certa apreensão: seremos capazes de receber nossos convidados como eles merecem e como as circunstâncias prometem? Para dissipar quaisquer preocupações sobre esse assunto, os cristãos têm uma carta na manga infalível: a Virgem Maria. Rezar à mãe de Cristo é a melhor garantia de um encontro bem-sucedido entre amigos (ou familiares). Por quê?

Especialista em hospitalidade

Simplesmente porque Maria é especialista em hospitalidade. Ela é até imbatível nesse aspecto. De fato, foi ela quem melhor acolheu Deus, entregando-lhe sua alma e seu corpo para que a encarnação de seu Filho Jesus pudesse acontecer. Foi também ela quem lhe ofereceu a fé mais pura: "Bem-aventurada aquela que acreditou", diria sua prima Isabel sobre ela.Lc 1,45). Ora, a fé não é a melhor hospitalidade que podemos oferecer a Deus, permitindo que Ele habite em nós? Por todas essas razões, a Virgem é, por excelência, "aquela que recebe".

E não acreditemos que esta virtude se limite à esfera religiosa. Esta virtude da hospitalidade espiritual reflete-se em todos os níveis da sua existência. Da mesma forma, aquele que acolhe a Deus como Ele merece tenderá a reservar o melhor acolhimento aos seus semelhantes. O exemplo de Abraão é instrutivo sobre este assunto: o pai dos fiéis, ao receber magnificamente três viajantes no deserto de Manbre, na realidade ofereceu hospitalidade ao próprio Deus (Gn 18, 1-5)! O mesmo acontece com Maria: a boa recepção que ela outrora reservou à promessa divina repercutiu em toda a sua vida cotidiana. Além disso, todos aqueles que têm a boa inspiração de orar a ela e de se inspirar em seus costumes tornam-se, por sua vez, peritos na arte de receber na existência cotidiana.

Peça a graça mariana da comunhão espiritual

É, portanto, dela que devemos fazer nossa principal aliada e colaboradora quando oferecemos uma recepção. Certamente, teremos nossa parcela de trabalho na empreitada. No entanto, o sucesso geral do empreendimento dependerá de sua ajuda e cuidado. E assim como Maria havia sinalizado a Jesus que o vinho estava acabando nas Bodas de Caná, também nos indicará os pontos a serem realizados para que nossa recepção ocorra da melhor forma possível.

A Virgem também nos concederá a graça do espírito de hospitalidade que permitirá que este momento de convívio cumpra todas as suas promessas. Compartilhar uma refeição não é apenas uma questão material, de comida ou de tempo, mas sobretudo de comunhão espiritual e fraterna. É neste nível que a ajuda da Virgem Maria é mais preciosa. A aura espiritual que envolve um encontro e suas trocas é muito mais importante do que o acerto de todos os detalhes. Aqui discernimos o sinal distintivo do "toque" inigualável da Mãe de Deus. Tratar-se-á, portanto, de pedir-lhe que inspire em nós gestos de consideração, sinais de atenção e delicadeza para com os nossos convidados, sem esquecer as pequenas coisas cuja ausência tornaria a celebração incompleta – porque se o diabo se esconde nos detalhes, Deus está mais presente ali e com uma presença muito mais decisiva.

Sob o sinal da alegria

Além disso, somos chamados a orar a ela durante todo o ano em cada um dos nossos encontros. Estes acontecerão desta forma sob o signo de Caná e da hospitalidade abraâmica e, portanto, de alegria. Não foi depois de ter recebido Deus como um rei, em Manbre, que Abraão teve a alegria de ouvir, da boca do Altíssimo, o anúncio do nascimento iminente de um filho?

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