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Terra Santa: Leão XIV faz um apelo por um cessar-fogo permanente

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Cibele Battistini - publicado em 27/08/25
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Durante a audiência geral de 27 de agosto de 2025, o papa Leão XIV fez um apelo pelo fim do conflito na Terra Santa, defendendo a libertação dos reféns, o respeito ao direito humanitário e a implementação de um « cessar-fogo permanente

Sem mencionar Israel ou o Hamas, Papa Leão XIV suplicou para que coloque fim ao « emprego indiscriminado da força » e aos « deslocamentos forçados de população ».

Ao término da audiência, que ocorreu na Sala Paulo VI no Vaticano, o papa fez um « forte apelo, tanto às partes envolvidas quanto à comunidade internacional, para que cesse o conflito na Terra Santa, que tem causado tanto terror, destruição e morte ». Ele foi muito aplaudido pelos milhares de peregrinos presentes.

« Suplico que sejam libertados todos os reféns, que se chegue a um cessar-fogo permanente, que se facilite a entrada sem perigo de ajuda humanitária, e que se respeite integralmente o direito humanitário, em particular a obrigação de proteger os civis e a proibição de qualquer punição coletiva, do emprego indiscriminado da força e dos deslocamentos forçados da população »,

O papa insistiu em associar-se à declaração conjunta dos patriarcas greco-ortodoxos e latinos de Jerusalém, às autoridades cristãs locais, que pediram o fim das violências e da guerra, e exortaram os responsáveis políticos a servir, em primeiro lugar, o bem comum das pessoas. Na sexta-feira passada, o pontífice havia organizado um dia de jejum e oração para os que são vítimas da guerra.

Leão XIV confiou suas intenções de oração pela paz nesta « terra tão cara a todos » à intercessão da Virgem Maria, « Rainha da paz ».

Quase dois anos após o início do conflito, os confrontos entre Israel e o Hamas se intensificaram nas últimas horas, Jerusalém procedendo a numerosos bombardeios. Em 22 de agosto, a Organização das Nações Unidas anunciou que a Faixa de Gaza estava oficialmente atingida pela fome e apontou o não cumprimento do direito humanitário por Israel, que anunciou estar pronto para destruir Gaza caso o Hamas não aceitasse suas condições de rendição. Em 25 de agosto, um novo ataque israelense a um edifício civil, o hospital Nasser, causou 20 mortos, incluindo 5 jornalistas, e provocou forte indignação na comunidade internacional.

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