Quaresma 2026
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O Papa Leão expressou sua tristeza diante de mais um naufrágio ao longo da rota migratória considerada a mais mortal do Atlântico. O número de vítimas do naufrágio ocorrido em 27 de agosto ainda é incerto, mas estima-se que até 140 pessoas tenham morrido, já que os socorristas conseguiram salvar apenas 17, segundo o InfoMigrants.
O Santo Padre mencionou a tragédia após rezar o Angelus ao meio-dia, no domingo, 31 de agosto.
“Nossos corações também estão feridos pelas mais de 50 pessoas que morreram e pelas cerca de 100 ainda desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes tentando percorrer os 1.100 km de viagem rumo às Ilhas Canárias, que naufragou na costa atlântica da Mauritânia. Essa tragédia mortal se repete todos os dias em todo o mundo. Rezemos para que o Senhor nos ensine, como indivíduos e sociedades, a colocar plenamente em prática suas palavras: ‘Eu era estrangeiro e vocês me acolheram’ (Mt 25,35). Confiamos todos os nossos feridos, desaparecidos e mortos, em qualquer lugar, ao abraço amoroso do nosso Salvador.”
Segundo o InfoMigrants, o barco havia partido da Gâmbia, levando mais de 160 pessoas, principalmente de origem senegalesa e gambiana.

A rota para chegar às Ilhas Canárias, na Espanha, é a mais mortal, de acordo com o InfoMigrants.
Mais de 10.400 migrantes morreram ou desapareceram no mar tentando chegar à Espanha somente em 2024, segundo a ONG Caminando Fronteras. No entanto, o número real de mortes provavelmente é muito maior, já que muitos barcos que sofrem naufrágio nunca são encontrados.
Ucrânia
Após o Angelus, o Papa Leão também falou sobre o contínuo sofrimento na Ucrânia, pedindo aos fiéis que não “cedam à indiferença”.
“Infelizmente, a guerra na Ucrânia continua a semear morte e destruição. Mesmo nos últimos dias, bombardeios atingiram várias cidades, incluindo a capital, Kiev, causando numerosas vítimas. Renovo minha proximidade ao povo ucraniano e a todas as famílias feridas. Peço a todos que não cedam à indiferença, mas que se aproximem deles com a oração e com gestos concretos de caridade.
Reitero com firmeza meu apelo urgente por um cessar-fogo imediato e um sério compromisso com o diálogo. Agora é a hora de os responsáveis renunciarem à lógica das armas e seguirem o caminho da negociação e da paz, com o apoio da comunidade internacional. A voz das armas deve ser silenciada, enquanto a voz da fraternidade e da justiça deve se levantar.”
O Santo Padre prosseguiu falando sobre as armas em resposta ao tiroteio ocorrido em uma escola em Minneapolis.








