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Padre Paolino: o médico de corpos e de almas na floresta Amazônica

Padre Paolino

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Paulo Teixeira - publicado em 08/09/25
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Missionário dedicou a vida para o cuidado das pessoas na Amazônia

A cidade de Sena Madureira, no Acre, tem 45 mil habitantes, e faz fronteira com o Peru. É um município de grande extensão, tendo aproximadamente o tamanho da Macedônia do Norte, pais da península balcânica. Ali, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição viveu um grande missionário e seu legado de cuidado continua a inspirar a atenção à saúde e à vida sacramental.

Padre Paolino Baldassari nasceu longe do Acre, na cidade de Bolonha, na Itália, no ano de 1926. Foi convocado para a Segunda Guerra Mundial, mas decidiu não combater para seguir a vocação missionária na congregação dos Servos de Maria. Chegou no Brasil em 1950, antes de concluir os estudos. Foi Ordenado padre em 1953 e em 1955 foi destinado para o Acre. Atuou em Boca do Acre e Basiléia antes de chegar a Sena Madureira, em 1968.

As longas viagens de barco pelo rio Sena e pelo Purus deram a possibilidade a Padre Paolino de aprender muito sobre o uso de raízes e plantas para o cuidado com a saúde. Foi aprimorando e trocando conhecimentos e se tornou uma espécie de médico da floresta. Ajudou os produtores a se organizarem em sindicatos, construiu a paróquia da cidade, animava as celebrações e missas, fundou mais de 40 escolas na região

A rotina de Padre Paolino tinha início com a missa diária às 6h da manhã; após, em uma das salas da paróquia atendia as pessoas que procuravam ajuda para a saúde; depois do almoço, embarcava  ao encontro das pessoas para atendimento espiritual ao longo do rio Sena. Sempre levava consigo uma mala onde estavam as plantas, ervas e unguentos com o qual ajudava os doentes. Ouvia atentamente as confissões, levava a comunhão para os doentes e pregava a palavra de Deus aos ribeirinhos, indígenas, seringueiros e fiéis da paróquia.

Mesmo idoso e debilitado depois de mais de 30 malárias, sua batina clara e seu sorriso o destingiam. A vida simples, os dias com todos os minutos dedicados ao cuidado, fizeram com que fosse indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 1993.

Como as águas dos rios que cortam a Amazônia, a vida do Padre Paolino fluiu continuamente levando vida para as pessoas. Aos 90 anos, em 2016, as energias foram deixando o corpo do missionário que ficou 11 dias internado na capital do Acre antes de deixar se encontrar com Deus.

Deixou um legado de cuidado e agora é Servo de Deus e um processo para a sua canonização foi instaurado. Um exemplo de vida simples e dedicada a Deus e às pessoas.

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