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A única relíquia de primeira classe de São Maximiliano Kolbe

San Maximiliano Kolbe
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Philip Kosloski - publicado em 22/09/25
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Antes de morrer em Auschwitz, um frade raspou a barba de São Maximiliano Kolbe e a guardou como relíquia dentro de um frasco de vidro para conservas.

Quando uma pessoa santa falece e posteriormente é canonizada, a Igreja tem o costume de distribuir alguma relíquia para promover a veneração dessa pessoa.

Classes de relíquias

As relíquias são objetos materiais relacionados a um santo e se classificam em três “classes”. Uma relíquia de primeira classe é a totalidade ou parte dos restos físicos de um santo. Pode ser um fragmento de osso, um frasco com sangue, um cacho de cabelo ou até mesmo um crânio ou o corpo inteiro.

Uma relíquia de segunda classe é qualquer objeto que o santo tenha usado com frequência (por exemplo, uma peça de roupa). Já uma relíquia de terceira classe é qualquer objeto que tenha estado em contato com uma relíquia de primeira ou segunda classe.

Os católicos são conhecidos por conservar relíquias de santos, e acredita-se que Deus concede suas graças às almas devotas que utilizam esses objetos como motivação para a oração. O objetivo nunca é adorar esses objetos físicos, mas sim aproximar-se mais de Deus por meio deles.

As raízes bíblicas

Essa prática tem raízes bíblicas, como se pode ver no Segundo Livro dos Reis e nos Atos dos Apóstolos:

“E assim morreu Eliseu e foi sepultado. Naquele tempo, bandos de moabitas costumavam invadir a terra. Certo dia, enquanto alguns homens sepultavam um defunto, de repente viram um desses bandos de saqueadores. Então jogaram o homem na sepultura de Eliseu e foram embora. Mas, quando o homem entrou em contato com os ossos de Eliseu, voltou à vida e se levantou.” (2Rs 13, 20-21)

E em Atos:

“Deus fazia milagres extraordinários pelas mãos de Paulo, a tal ponto que lenços e aventais que haviam tocado sua pele eram levados aos enfermos, e as doenças os deixavam, e os espíritos malignos saíam deles.” (At 19, 11-12)

Uma barba sagrada

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Una reliquia de la barba de San Maximiliano Kolbe, bajo el cuidado de los Misioneros Franciscanos de la Palabra Eterna.

No caso de São Maximiliano Maria Kolbe, seu corpo foi totalmente incinerado em Auschwitz, sem deixar nenhuma parte intacta ou identificável. No entanto, um frade da Polônia havia guardado em segredo a barba do santo desde a última vez que a cortou. São Maximiliano não queria que a barba fosse conservada e ordenou ao frade que a jogasse no forno.

Contudo, como explicou Jonah McKeown, da CNA, em um artigo: “o fogo não se acendeu, e assim o frade recuperou a barba mais tarde e a guardou em um frasco de conservas, onde foi redescoberta e identificada graças à etiqueta que o frade havia colocado no frasco.”

Mais tarde, pequenos fragmentos da barba de Kolbe foram distribuídos como a única relíquia de primeira classe que se conserva do santo.

Se não fosse por aquele frade, não existiria nenhuma relíquia de primeira classe de São Maximiliano Kolbe, um santo que cativou o mundo com seu heroico ato de sacrifício.

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