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Taylor Maria: uma entrevista sobre sua caminhada e vocação nas redes sociais 

Taylor de Maria

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Paulo Teixeira - publicado em 03/10/25
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Taylor de Maria, 20 anos, tem a voz que alcança milhões de corações nas redes sociais e uma história de vocação com o fervor da Renovação Carismática. Em entrevista à Rede Imaculada de Comunicação ele fala sobre como a música e a internet se tornaram suas principais ferramentas para evangelizar.

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Taylor, nos conte sobre sua caminhada na Igreja. Teve um momento decisivo que te fez entregar a vida a Deus? 

O nome de batismo é Taylor Rafael. O "de Maria" veio da consagração a Nossa Senhora. Cresci na Igreja porque minha avó sempre me incentivou. Desde criança, ela me levava para a catequese e me motivava a estar perto de Deus. 

O primeiro grande momento foi em 2016, quando eu tinha 11 anos. Tive um encontro pessoal com Jesus através da Renovação Carismática, onde recebi o que a gente chama de batismo no Espírito Santo. Foi ali que eu decidi: "É com esse Jesus que eu quero caminhar e sobre Ele que eu quero falar". O segundo momento foi em 2022, quando decidi seguir a vocação sacerdotal. 

Como foi esse processo?  

Desde pequeno eu já sentia esse chamado. Cresci numa comunidade rural no interior do Ceará, e a missa era algo raro, um evento extraordinário. Quando o padre ia, eu ficava maravilhado com tudo. O desejo começou de duas formas: primeiro, eu queria dar a meu povo o que eles não tinham, que era um padre; depois, a necessidade de levar o Evangelho às pessoas. Mas, como todo mundo na Igreja, eu queria uma resposta de Deus. Rezei, rezei, e nada. Via o pessoal no grupo de oração ter visões, receber a confirmação de que seria padre ou freira, e eu, nada. Fiquei irritado. Pensei: "Deus não me dá uma resposta, então não quero mais ser padre. Vou procurar outra coisa". 

A resposta veio em 2022, durante uma missa. No final, na hora da adoração ao Santíssimo, eu rezei e disse que era a última vez que pedia uma resposta. No fim da missa, uma mulher veio até mim, me olhou e disse: "Você estava com muitas dúvidas, mas a partir de hoje não precisa mais. Deus te chama ao sacerdócio, você será um grande padre." Minha avó, que me criou desde os seis meses, estava ao lado. A mulher olhou pra ela e disse: "Se prepare pra desamarrar as mãos do seu filho no dia da sua ordenação." Foi aí que tive a certeza e entendi que Deus tem o tempo certo para tudo. 

Você entrou no seminário no ano passado. Como está sendo essa experiência? Quais são os maiores desafios e as maiores alegrias? 

O início foi muito difícil. Ainda é, em alguns aspectos, mas já lido com mais tranquilidade. O maior desafio é a distância da minha família e da minha comunidade, porque saí do interior do Ceará para ser seminarista em Mogi das Cruzes, São Paulo. Minha avó, que é como uma mãe pra mim, chora muito nas despedidas, e isso aperta meu coração. 

Outro desafio é a timidez. Por mais que não pareça, eu ainda sou muito tímido. Estar no seminário com tanta gente, conversar com padres e bispos, dar palestras... tudo isso foi desafiador. Mas as alegrias superam tudo. Encontrei um ambiente propício para fazer o que sempre quis: evangelizar e levar as pessoas a se encontrarem com Deus. 

Você comentou sobre a Renovação Carismática. Como essa espiritualidade te ajuda na sua vida de fé e na sua preparação para o sacerdócio? 

A Renovação Carismática me proporcionou um encontro pessoal com Jesus, e essa espiritualidade, que eu chamo de "avivada no fogo do Espírito Santo", se tornou meu estilo de me conectar com Deus. Vi que não existe uma única forma de rezar ou de cantar, mas uma diversidade de dons. Foi na Renovação Carismática que eu vi muita gente voltar para a igreja, especialmente os jovens e aqueles que estavam afastados. Essa espiritualidade me dá entusiasmo e a certeza de que posso alcançar muitas pessoas. 

Além da vocação sacerdotal, você também tem o dom da música. Como isso começou? 

Desde pequeno. Na minha comunidade, no mês de maio, a gente fazia novenas para Nossa Senhora de Fátima. Eu levava os livrinhos das músicas para casa e cantava o dia todo. Depois, entrei para o coral da catequese. Antes, as crianças e os jovens não tinham muito espaço na igreja, e o coral foi a minha forma de me encaixar. Depois, fui fazendo parte de ministérios de música. Nunca fiz aula de canto, mas sempre quis dar o meu melhor para Deus. 

Qual é o papel da música na evangelização, principalmente entre os jovens? 

A música é muito forte. Para mim, ela é uma forma de me expressar e de me conectar com Deus. Acredito que muita gente tem um dom musical, mas não encontra espaço para usá-lo na igreja. Para quem ouve, uma boa música ajuda a rezar. E a música tem essa diversidade de estilos. O jovem gosta disso, de louvar com animação, de um estilo diferenciado. Hoje, temos forró católico, rap católico... Com isso, conseguimos atrair e evangelizar. 

Você também usa as redes sociais para evangelizar. Como é esse apostolado? 

Comecei na pandemia, quando vi que as pessoas conseguiam se conectar com Deus remotamente através das redes. Vi que a internet não era só para entretenimento, mas podia ser usada para o bem. Comecei postando versículos, depois fotos do Santíssimo, e aos poucos fui aparecendo. Vi que isso alcançava muita gente e passei a usar as redes como uma forma de ir além dos muros da igreja e chegar onde muitas vezes a gente não consegue. 

Para encerrar, deixe uma mensagem para quem está em busca de sua vocação. 

A primeira coisa é: não desistam. Sejam firmes. Se você se sente incapaz ou indigno, não desista. Busque, reze.  Deus te conhece por inteiro e te quer do jeito que você é, com suas dificuldades e limitações. Você só não pode parar de buscar. 

Onde podemos acompanhar seu trabalho? 

É só procurar por @taylordemariaoficial. 

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