Os 27 novos alabardeiros da Guarda Suíça Pontifícia proclamaram seu juramento diante do Papa Leão XIV durante a cerimônia de posse realizada em 4 de outubro de 2025. No esplendor do Pátio de São Dâmaso, no coração do Vaticano, o Pontífice assistiu ao evento e agradeceu calorosamente aos jovens soldados por seu “testemunho tão importante”.
(No final deste artigo, há uma galeria de fotos.)
O dia certamente ficará gravado na memória dos 27 jovens suíços, com idades entre 19 e 30 anos, que passaram a integrar oficialmente o exército ativo mais antigo do mundo, fundado em 1506 pelo Papa Júlio II.
Foi a primeira vez, desde Paulo VI em 1968, que um papa participou pessoalmente da cerimônia de juramento de seu pequeno exército, composto por 135 membros totalmente dedicados à segurança do sucessor de Pedro. Nas últimas décadas, a cerimônia vinha sendo presidida por um alto funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano — nos últimos anos, pelo substituto da Secretaria.
Leão XIV fez um breve discurso, cumprimentando os guardas e seus convidados em italiano, francês e alemão — três das quatro línguas oficiais da Suíça, junto com o romanche.
“Com Deus e os santos como testemunhas!”
Sob um lindo céu de fim de tarde, as cores dos 26 cantões da Confederação Suíça enfeitavam as janelas do Palácio Apostólico quando o Papa Leão XIV fez sua entrada. Aplaudido pelo público, ele se sentou ao centro, entre autoridades e cardeais, para assistir à cerimônia como espectador — como já havia feito quando era cardeal.
Momentos depois, um trio de trompetes da Guarda Suíça anunciou o início das festividades. Os soldados entraram no pátio ao som marcial dos tambores e dos comandos em alemão, trajando seus uniformes de gala — com peitorais reluzentes e capacetes com penachos coloridos. Em formação, ficaram diante do Pontífice e ouviram a leitura do juramento, no qual prometem defendê-lo até o sacrifício da própria vida, se necessário.
Chamados um a um pelo nome, os 27 jovens guardas avançaram com passo firme até o centro da praça, colocaram a mão esquerda sobre a bandeira e levantaram três dedos, símbolo tradicional do juramento suíço, apontando-os para o céu. Cada um então exclamou, em sua própria língua:
“Eu, alabardeiro [nome], juro observar com lealdade e boa fé tudo o que acaba de ser lido para mim, tão verdadeiramente quanto Deus e nossos santos padroeiros me assistam!”
Uma cerimônia adiada por vários meses
Após esse momento emocionante, a banda da Guarda Suíça executou várias peças tradicionais e modernas sob o olhar sorridente do Papa Leão XIV. Em seguida, o Pontífice tomou brevemente a palavra para agradecer às autoridades presentes — em especial à presidente da Confederação Suíça, Karin Keller-Sutter, ao comando da Guarda Suíça e às famílias dos novos guardas.
Dirigindo-se aos novos soldados, o Papa expressou sua gratidão, destacando o “testemunho muito importante” que oferecem ao mundo de hoje, especialmente aos jovens. Ele exaltou o valor da disciplina, do sacrifício, do serviço e da vida, e permaneceu até a saída triunfal dos guardas antes de deixar o local de automóvel.
Essa cerimônia de juramento — a primeira do pontificado de Leão XIV — não foi realizada, como tradicionalmente, no dia 6 de maio, aniversário do sacrifício dos 147 guardas que morreram em 1527 defendendo o Papa Clemente VII contra os exércitos de Carlos V.
A morte do Papa Francisco em 21 de abril, seguida pelo conclave e pela eleição de seu sucessor, levou ao adiamento do evento para o outono europeu. O mesmo havia ocorrido em 2020, durante a pandemia de Covid-19.
Tradução não oficial das palavras do Papa Leão XIV
“Antes de concluir esta bela cerimônia, gostaria de dirigir uma palavra de gratidão, antes de tudo, a Deus pelo dom da vida e da fé.
Saúdo todos os presentes — os cardeais, arcebispos, bispos, a presidente da Confederação Suíça, as famílias dos Guardas Suíços que hoje fizeram este juramento de maneira tão especial.
A todos vocês que prestaram juramento: é um testemunho muito importante no mundo de hoje. Ele nos faz compreender o valor da disciplina, do sacrifício, de viver a fé de modo que fale verdadeiramente aos jovens sobre o sentido de entregar a vida, servir e pensar nos outros.
Agradeço, em meu nome e em nome de toda a Santa Sé, pelo seu serviço.
Que Deus os abençoe. Que Ele abençoe suas famílias e os acompanhe sempre. Obrigado!”








![{"rendered":"[SLIDE] O Papa testemunha o majestoso juramento dos Guardas Su\u00ed\u00e7os"}](https://wp.pt.aleteia.org/wp-content/uploads/sites/5/2025/10/pope-leo-xiv-swiss-guards-oath-antoine-mekary-aleteia-am_2424.jpg?w=620&h=310&crop=1?resize=620,310&q=75)

