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Trabalhar em um Lar Don Orione a levou a descobrir Deus

Trabajar en un Hogar Don Orione la llevó a descubrir a Dios
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Patricia Navas - publicado em 05/11/25
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Por meio dos orionitas e do cuidado com pessoas com deficiência, Trini conheceu um carisma que transformou sua vida.

Trini é doutora em Geografia e trabalha na Universidade Internacional de La Rioja há 11 anos.

Mas, um dia, sentiu-se chamada a se preparar para cuidar de seus pais e decidiu cursar o técnico em enfermagem.

No segundo ano, precisava cumprir quatro meses de estágio. Procurou um local próximo de casa e encontrou “um lugar cheio de alegria e amor”: o Lar Don Orione, em Pozuelo de Alarcón, Madri.

“Foi a coisa mais bonita que já fiz na vida — explica a Aleteia. — O trabalho dos orionitas com pessoas com deficiência é impressionante.”

Respeito por todo ser humano

Trini passou a fazer parte de uma grande família que cuida de cada pessoa com profundo respeito à sua dignidade.

“Muitos pensam que essas pessoas totalmente dependentes não servem para nada; algumas, sequer as deixam nascer”, lamenta.

“Mas existe toda uma congregação inspirada por São Luís Orione que se dedica a acolhê-las — acrescenta. — E cuidam delas com valores que transmitem também aos funcionários de seus centros.”

“Você vê Deus em cada uma das pessoas com deficiência — afirma Trini Cortés. — Com eles, tão frágeis, era com quem eu mais me aproximava de Cristo.”

Ela compartilha uma experiência que lhe ensinou uma grande lição:

“Eu estava trocando a fralda de um senhor na enfermaria quando, de repente, um funcionário fechou a porta”, recorda.

“Eu não tinha percebido que aquele homem não precisava estar exposto, à vista de qualquer pessoa”, reconhece.

“Aquele colega me ensinou que toda pessoa tem sua dignidade, e que devemos respeitar sua intimidade. Quando está limpo e arrumado, então abrimos a porta — são detalhes que vão se enraizando nos lares”, agradece.

No Lar, Trini sentia que suas preocupações desapareciam:

“Ali se acabavam meus problemas — familiares, de trabalho, angústias, medos… — eu sentia que tinha entrado no céu e, muitas vezes, saía de lá chorando de alegria.”

“Atender essas pessoas não me causa repulsa, me desperta ternura — sublinha. — Elas dependem de você; algumas não conseguem se mover, outras se alimentam por sonda, gritam… mas sua existência transforma o coração de quem as conhece.”

Uma devoção “de fato”

Embora não tenha o hábito de rezar diretamente a São Luís Orione, Trini o reconhece como um dos santos que mais a impactou.

“Ele já entrou no meu coração por meio das ações e me levou a viver seu carisma — afirma. — Mesmo sem conhecê-lo pessoalmente nem rezar a ele, sua experiência de vida marcou profundamente o meu coração.”

“Às vezes, descobrimos a grandeza de um santo por meio de suas obras — observa. — Vi documentários e li um livro sobre sua vida, mas o que realmente me marcou foi o que vivi no lar com seu povo. Seu legado continua vivíssimo.

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