Papa Leão afirmou que a Páscoa não elimina a cruz, mas a supera em um duelo extraordinário que transformou a história da humanidade.
Em um dia ensolarado de outono italiano, diante de dezenas de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa continuou seu ciclo de catequeses sobre "Jesus Cristo, nossa esperança", focando na Ressurreição de Cristo e nos desafios do mundo atual. Ele abordou as diversas experiências humanas que vivemos diariamente — dor, sofrimento e tristeza, misturadas com alegria e serenidade — ressaltando que o “mistério pascal” é algo que se renova a cada dia.
Citando a filósofa Edith Stein, que foi assassinada em Auschwitz, Leão XIV falou sobre o desejo humano de aproveitar cada momento, mesmo diante das limitações da vida. Ele enfatizou que todos nós temos um anseio interior que nos leva a buscar algo além de nós mesmos, contrastando essa esperança com a realidade da morte e do sofrimento, que são inevitáveis.
No entanto, com a Páscoa, Jesus se torna "o Vivente", e nele encontramos a certeza de que sempre podemos encontrar um caminho em meio ao caos da vida. O Papa reconheceu que o mal, a dor e a morte afetam a todos, e que a mensagem pascal oferece cura e esperança diante dos desafios diários, tanto pessoais quanto globais.
Leão XIV destacou que nossa época, marcada por tantas cruzes, clama por um renascimento de esperança. Ele reafirmou que a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé, convocando todos a buscar a santidade e a autenticidade, seguindo o exemplo dos santos.
Ao final da audiência, o Papa fez um apelo pela paz, especialmente para aqueles que sofrem com conflitos armados, mencionando a situação no Myanmar. Ele pediu à comunidade internacional que não se esquecesse do povo birmanês e que oferecesse a assistência humanitária necessária, reiterando os chamados anteriores do Papa Francisco em favor desse país em crise.









