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Esperar ou não depois do casamento para ter um filho?

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Bénédicte De Saint-Germain - publicado em 12/11/25
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Você vai se casar ou acabou de se casar e se pergunta qual será o melhor momento para ter o primeiro filho? Aqui estão cinco conselhos de Emmanuelle Riblier, psicóloga e conselheira matrimonial e familiar.

“Tivemos nosso primeiro filho nove meses depois do casamento”, contam Laure e Léo. “Estávamos muito felizes, mas foi uma grande mudança. Tivemos a impressão de passar sem transição das nossas duas vidas de solteiros para uma vida a três, da vida de jovens profissionais para a de jovens pais.”

Já Adeline e Hugo esperaram dois anos para ter um bebê:

“O primeiro ano de casamento, especialmente se não se conviveu antes, traz muitas novidades. É preciso tempo para se acostumar um ao outro. Gostamos muito dessa etapa de vida em casal.”

Alguns se casam mais tarde e querem ter um bebê imediatamente. Outros, ao contrário, se casam jovens e preferem esperar um pouco.

Seja tendo um filho logo ou não, ou mesmo se a natureza fizer as coisas de forma diferente do planejado, o essencial é que a questão da abertura à vida, que é um dos quatro pilares do matrimônio, tenha sido abordada antes do casamento.

“Que não seja um tema tabu”, aconselha Emmanuelle Riblier, “mas que o casal se pergunte como se preparar para acolher uma nova vida — mesmo que venha de forma inesperada.”

“Os dois extremos que devem ser evitados são, por um lado, o desejo de ter tudo antes — como uma casa grande, emprego estável, enxoval completo para o bebê etc. — antes de pensar em ter um filho; e, por outro lado, aceitar a chegada de um filho sem ter conversado sobre isso previamente.”

Construir o casal conjugal antes do casal parental

Fiel al matrimonio como Cristo a su Iglesia

Antes de serem um casal de pais, os esposos são um casal conjugal. Essa aliança entre marido e mulher é o que constitui a base da família, o núcleo cuja solidez deve ser preservada por toda a vida.

“O casal conjugal”, explica a psicóloga, “é toda a alquimia que faz com que ‘eu sou a tua preferência’ e ‘tu és a minha preferência’; é o ‘tu e eu’.”

Ele existe antes da criança, cuja chegada cria inevitavelmente uma ruptura no equilíbrio. Por isso, é importante dedicar tempo à construção dessa base.

Se o casal está bem estruturado e um bebê chega de forma imprevista, os dois podem dizer:

“É cedo, mas é maravilhoso.”

Ao se dedicarem a fortalecer os laços que os unem, os esposos constroem sua relação conjugal, fazem seu amor crescer e lhe dão a capacidade de se abrir a uma nova pessoa.

“Então, a abertura à vida surgirá como um desejo profundo do casal”, afirma Riblier.

Aprender a tomar decisões em casal

Em todos os âmbitos da vida, o casal terá que tomar decisões: escolher a moradia, o lugar dos amigos, as famílias, as escolas, as férias etc. Pode ser tentador deixar que os acontecimentos decidam por nós, mas isso não é o que constrói um casal.

“É importante que o primeiro filho não seja uma imposição, mas uma escolha do casal”, explica Emmanuelle Riblier. “Ou seja, que seja fruto de uma maturação, de um crescimento dentro da relação, e que sua chegada tenha sido pensada, conversada e rezada. Escolher é exercer a vontade e a liberdade interior. A capacidade de decidir juntos fortalece o casal.”

Diante da infertilidade

A forma como o casal lida com a fertilidade mostra que os cônjuges aprendem a funcionar como uma verdadeira equipe.

“O casal pode optar por adiar o nascimento de um filho, por exemplo, para ter tempo de se conhecer e se adaptar melhor, mas também para confiar na vida. Quando uma decisão não é realmente tomada por ambos, a experiência mostra que as consequências recaem apenas sobre um dos cônjuges.”

Identificar os obstáculos

Em algumas pessoas, a perspectiva de ter um filho pode reativar sofrimentos passados, provocar tristeza ou ser vivida como uma fonte de ansiedade ou ameaça. A pior escolha é esconder isso, não falar com o parceiro ou acreditar que o casamento resolverá o problema como num passe de mágica.

“Esse tipo de reação não é anormal nem ilegítimo”, assegura a conselheira matrimonial e familiar. Isso pode acontecer, por exemplo, com quem sofreu por ter pais muito jovens ou com quem, sendo o filho mais velho, precisou cuidar demais dos irmãos.

O conselho da especialista é falar sobre isso antes do casamento e não hesitar em procurar um profissional (psicólogo, terapeuta matrimonial e familiar, etc.).

“Enfrentar esses obstáculos não torna o casal frágil, mas sim um casal que tem coragem de trabalhar na própria relação.”

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