O mal finca raízes mais rápido dentro de nós.
Já nascemos com uma predisposição para permitir isso. Mas você é livre — você sempre é livre — para escolher o que vai fazer com aquilo que fizeram com você. O que vai fazer com o mal que você vê, sente e sofre.
O bem acontece primeiro em uma disposição silenciosa de não permitir que o mal envenene a sua alma, nem que essa raiz se fixe em você.
Há dias em que é realmente difícil acreditar que o mal não é tão poderoso — por causa do que você enxerga em seu próprio coração, por causa das misérias que testemunha diante dos seus olhos, por causa daquilo que você está concretamente vendo. Então, você se questiona:
“Como é que eu vou ter esperança se, diante dos meus olhos, não é isso que eu vejo?”
O mal, com todo o barulho que faz, sabe que tem um limite e que tem um fim.
O bem não precisa de estardalhaço, nem de uma presença alegórica para ser reconhecido. Enquanto tudo está silencioso e você não está enxergando, há sim um bem crescendo.
Algo está sempre acontecendo, mesmo que não estejamos vendo.
A prova de que o bem existe é que, por mais que alguém sofra em vida, quando falece, a memória das pessoas que a amam — ou das que apenas a conheceram — é bombardeada pela bondade que essa pessoa manifestou, ainda que imperfeita.
Enquanto isso, aquela pessoa má, que foi ruim, deixa atos destrutivos e malignos que não brilham, não iluminam o caminho daqueles que ficam.
Heroico, poderoso de verdade, é o bem. Não há heroísmo no mal. E, por mais assombroso e ameaçador que ele pareça, o mal não vence no final. Ele sabe disso.
Não tenha medo de fazer o que precisa ser feito. Nem ache que é só uma minoria, que é só um “pouquinho” que não faz diferença nessa escuridão toda.
Não acredite nisso.
Porque, quando tudo está escuro, o mínimo traço de luz já dissipa as trevas.
Não pense que o bem passa despercebido. E não tenha medo de pagar o preço que é cobrado por ser bom diante das trevas e da maldade.
No fim, é sempre o bem que permanece — silencioso, firme, enraizado em quem escolheu não deixar o mal vencer por dentro.
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