Quando assistimos à Eucaristia sabemos que não vamos testemunhar um monólogo, mas que, como parte da assembleia, cada ministro e todos os fiéis desempenham um papel fundamental. Por isso é importante saber bem o que cabe dizer ao padre que preside a celebração e em que parte cabe ao povo responder.
A participação dos fiéis

Com a reforma da liturgia do Concílio Vaticano II, essa participação aumentou porque agora o povo de Deus entendia em sua própria língua o que estava acontecendo durante as celebrações.
Por esta razão, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu a instrução Redemptionis Sacramentum Sobre algumas coisas que devem ser observadas ou evitadas sobre a Santíssima Eucaristia. No capítulo II é mencionado:
...a participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia, e nos outros ritos da Igreja, não pode equivaler a uma mera presença, mais ou menos passiva, mas deve ser valorizada como um verdadeiro exercício da fé e da dignidade batismal.
Renovação litúrgica
Da mesma forma, o papa São João Paulo II destacou os resultados positivos da renovação da vida litúrgica na carta apostólica Vicesimus Quintus por ocasião do XXV aniversário da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:
Por isso, convém dar graças a Deus pela passagem do seu Espírito na Igreja, como tem sido a renovação litúrgica; pela mesa da Palavra de Deus, disposta com abundância para todos; pelo imenso esforço realizado em todo o mundo para oferecer ao povo cristão as traduções da Bíblia, do Missal e dos outros livros litúrgicos; pela maior participação dos fiéis, através das orações e dos cantos, dos gestos e do silêncio na celebração da Eucaristia e dos demais sacramentos (no. 13).
O que tem que dizer ao povo
Agora, é importante distinguir as partes em que apenas o sacerdote ora e em que a assembléia responde.
O Missal romano o especifica com rubricas - letras em vermelho que dão as indicações a seguir - e embora não tenhamos esse livro, os missais mensais ou anuais copiam as instruções gerais do Missal.
Para citar alguns exemplos, na primeira parte chamada Liturgia da Palavra, a assembléia só responde após a primeira e segunda leitura quando o leitor diz: Palavra de Deus, e todos respondem: Te louvamos Senhor.
Durante o salmo, a resposta é indicada pelo salmista, seja recitada ou cantada. E depois que o diácono ou sacerdote vai proclamar o santo Evangelho, ele diz: O Senhor esteja com vocês. E todos respondem: E com o teu Espírito. Ao terminar a leitura, o sacerdote diz: Palavra do Senhor. E todos dizem: Glória a Ti, Senhor Jesus.
Outros momentos em que os fiéis falam é no Credo, na resposta à oração dos fiéis, - ou pedidos - . E na Liturgia Eucarística, quando se preparavam os dons do pão e do vinho no ofertório, na Oração Eucarística, na aclamação - teu é o reino... - no Pai Nosso, antes da comunhão e na bênção final. Claro, os cantos devem ser entoados por toda a assembléia.
O padre preside em nome de todos

Por outro lado, o sacerdote que se dirige a Deus em nome de toda a assembléia - por isso é chamado de "presidente" - fala quase o tempo todo porque várias das orações são pronunciadas em segredo.
Enquanto isso, os fiéis não repetem, mas devem ouvir e orar em silêncio e unir seus corações ao que o sacerdote está realizando no altar. A este respeito, o Redemptionis Sacramentum diz:
A observância das normas que foram promulgadas pela autoridade da Igreja exige que a mente e a voz, as ações externas e a intenção do coração concordem... As palavras e os ritos litúrgicos são expressão fiel, amadurecida ao longo dos séculos, dos sentimentos de Cristo e nos ensinam a ter os mesmos sentimentos que ele; conformando nossa mente com suas palavras, elevamos ao Senhor nosso coração. (RS n. 5).
Da próxima vez que você comparecer à Santa Missa, coloque sua mente e coração no que você diz, ouve e faz para que a Eucaristia seja mais proveitosa para o seu crescimento espiritual.









