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Posso acender a coroa do advento em casa? 

coroa do advento
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Paulo Teixeira - publicado em 15/12/25
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Um dos símbolos mais populares da preparação para o Natal, a Coroa do Advento une elementos da natureza e da profecia, guiando os fiéis pela "noite da espera expectante" até o nascimento de Cristo. 

Em meio à euforia comercial de dezembro, um antigo e profundo elemento litúrgico ressurge em igrejas e lares cristãos: a Coroa do Advento. Esta tradição, que se popularizou a partir dos países germânicos e da América do Norte, é mais do que um ornamento; é uma ferramenta pedagógica essencial para dar sentido à espera pelo Natal, o nascimento de Jesus Cristo. 

A Coroa consiste em um suporte redondo, revestido de ramos verdes — um símbolo da vida que não cessa, mesmo no inverno da espera. Sobre ela, são colocadas quatro velas que serão acesas gradualmente, marcando cada um dos domingos do Advento, o tempo de preparação para a manifestação do Senhor. 

A luz

Segundo o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, a Coroa do Advento e o acender progressivo das velas remetem à memória das "várias etapas da história da salvação antes de Cristo" e simbolizam a "luz profética que, pouco a pouco, iluminava a noite da espera expectante até ao nascimento do Sol de justiça". 

O uso é incentivado tanto no ambiente eclesial, próximo ao altar ou ambão da Palavra, quanto em espaços familiares ou escolares, onde se torna um ponto focal de meditação. Então, o católico pode e deve ter a Coroa do Advento em casa. Tem até um roteiro da CNBB para rezar em casa ao acender as velas da Coroa do Advento. 

No primeiro domingo, acende-se uma vela; no segundo, duas, e assim sucessivamente. Ao final do tempo, no Natal, pode ser adicionada uma quinta vela, de cor branca, que permanece acesa até o final do Tempo do Natal. Este gesto é crucial, servindo para deixar bem evidente que o Natal é mais importante que a espera do Advento. 

As duas vindas

O Advento, do latim adventus (vinda, chegada), constitui uma unidade dinâmica com o Natal e a Epifania, celebrando a manifestação do Senhor na história. As origens históricas deste tempo litúrgico remontam aos séculos IV a VI, com o rito romano, testemunhado por São Gregório Magno no século VI, fixando-o em quatro semanas, embora outras liturgias (como a ambrosiana de Milão) contem seis domingos. 

A liturgia do Advento é dividida em duas partes principais. Até 16 de dezembro: A primeira parte tem um caráter claramente escatológico, focando-se na última vinda do Senhor no final dos tempos, quando Cristo atuará como Senhor e Juiz da História; A partir de 17 de dezembro: A "semana santa" do Natal volta o olhar para a preparação imediata da festa, realçando o papel da Virgem Maria como a "nova Eva". 

Os personagens clássicos deste tempo são o profeta Isaías, o precursor João Batista e Maria de Nazaré, aquela que esperou o Messias com inefável amor. Por estes motivos, a Igreja define o Advento como um tempo de piedosa e alegre expectativa. 

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