"Com o ânimo cheio de preocupação, acompanho os desdobramentos da situação na Venezuela”, disse o Papa no Angelus após manifestar solidariedade à tragédia ocorrida na Suíça na virada de ano. Em tom firme e comovido, o Papa disse que “o bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar a superar a violência e a empreender caminhos de justiça e de paz, garantindo a soberania do país, assegurando o Estado de Direito inscrito na Constituição, respeitando os direitos humanos e civis de cada um e de todos, e trabalhando para construir juntos um futuro sereno de colaboração, de estabilidade e de concórdia, com especial atenção aos mais pobres, que sofrem por causa da difícil situação econômica."
O Papa foi enfático sobre as condições necessárias para a resolução do conflito: "É urgente garantir a soberania da Venezuela e assegurar plenamente o Estado de Direito", declarou o Pontífice, sublinhando que o respeito às instituições é o único caminho para evitar um agravamento ainda maior da crise humanitária e social que assola o país.
A menção textual do Papa ao "Estado de Direito" é um sinal claro de que a Santa Sé monitora as irregularidades institucionais, reconhece o fim do governo totalitário e apela ao respeito pela soberania do país. Enquanto os bispos no terreno focam no apoio direto às comunidades e na contenção da violência, o Papa assume o papel de mediador moral no cenário global.
Apelo ao diálogo
A fala do Papa ocorre em um momento de crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, que alerta também os países vizinhos no caribe. O Papa reforçou que a comunidade internacional deve apoiar processos que devolvam a normalidade democrática sem intervenções que ignorem a vontade popular.
O posicionamento do Vaticano ecoa as preocupações da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). Em nota oficial, os bispos venezuelanos fizeram um chamado à unidade nacional, pedindo o fim de todas as formas de violência política.
A Igreja local estabeleceu uma jornada de oração pela paz, destacando que a "solidariedade fraterna" deve prevalecer sobre o confronto.









