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Que Jubileu foi esse? O responsável, Dom Fisichella faz uma balanço objetivo

Press Conference presenting the cultural events for the "Jubilee is Culture" Festival scheduled for 2024
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Paulo Teixeira - publicado em 16/01/26
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Responsável pelas principais celebrações jubilares, faz um balanço sobre esse Ano Santo

Ao encerrar-se o ano de 2025, a cidade de Roma e o mundo contemplam os frutos de um evento que mobilizou multidões e renovou o espírito cristão global. O Jubileu da Esperança não foi apenas um marco no calendário litúrgico, mas uma resposta concreta às angústias de uma humanidade fragmentada. Para Dom Rino Fisichella, principal organizador do evento, a passagem de mais de 32 milhões de peregrinos pela Porta Santa é o testemunho de que a sede de transcendência permanece viva. Em balanço final, o arcebispo destaca que a esperança deixou de ser um conceito abstrato para se tornar o motor de uma transformação quotidiana.

A esperança

O sucesso do Jubileu não se mede apenas pelas estatísticas impressionantes, mas pela profundidade da experiência vivida por cada fiel. Dom Fisichella enfatiza que a esperança cristã não é uma utopia distante, mas uma força que nos impele a agir no aqui e agora. Para o arcebispo, a vida é um dom gratuito que exige uma resposta responsável através da construção de um presente mais justo e solidário.

Refletindo sobre a dinâmica da fé neste ano santo, Fisichella é contundente: "A esperança é algo concreto, a esperança tem um rosto, a esperança tem um nome. Como várias vezes nos reiterou o Papa, a esperança é Jesus Cristo, é esta vida que Ele nos dá". Esta certeza acompanhou os peregrinos em cada etapa da caminhada, transformando o cansaço da viagem num anseio de renovação espiritual e conversão.

O testemunho da esperança

A logística por trás de um evento desta magnitude foi descrita pelo arcebispo como um "milagre cotidiano", operado por uma equipe pequena mas incansável de apenas 20 a 30 jovens. Contudo, o verdadeiro protagonista foi o Povo de Deus. A intensidade com que os ritos foram vividos, desde as grandes celebrações na Praça de São Pedro até aos momentos de silêncio e oração nas igrejas jubilares, revelou um desejo profundo de graça e reconciliação.

Dom Fisichella exorta os fiéis a não permitirem que o encerramento do ano santo apague a chama que foi acesa. "Devemos vivê-lo com a mesma intensidade com que vivemos cada dia deste ano jubilar. Que este desejo de oração, de graça, de conversão possa durar até ao fim e nos acompanhe". A meta, segundo ele, é que a esperança se torne uma companheira constante, desde o abrir de olhos pela manhã até ao planeamento dos projetos de vida mais ambiciosos.

Até 2033

Embora o Jubileu de 2025 chegue ao fim, o horizonte da Igreja já vislumbra o próximo grande encontro. Dom Fisichella recorda que o caminho trilhado agora é uma preparação essencial para o Jubileu da Redenção em 2033, que celebrará os dois milênios da morte e ressurreição de Cristo.

O legado de 2025 permanece como um convite à responsabilidade. Para o arcebispo, construir o futuro exige olhar para a frente com um objetivo claro, guiado pela luz do batismo. "A primeira que nos faz companhia é a esperança. Como poderíamos iniciar uma jornada? Como poderíamos levar por diante os nossos projetos se não nos acompanhasse um anseio, um desejo, algo que nos empurra para ir mais além". Com estas palavras, o Jubileu da Esperança despede-se, deixando o mundo mais consciente de que, em Cristo, o futuro já começou a ser construído.

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