O início de 2026 marca um novo ciclo de compromissos e renovação espiritual para a Igreja no Brasil. Em sua tradicional mensagem de abertura de ano, o Cardeal Jaime Spengler convocou os fiéis a uma reflexão profunda sobre o papel da fé na transformação social e na construção de um país mais justo. Sob a égide da "esperança", o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) delineou as prioridades pastorais que guiarão as comunidades católicas nos próximos meses, destacando a necessidade de uma presença ativa e profética na sociedade.
Fundamento da fé
Para Dom Jaime, o ano de 2026 não é apenas uma data no calendário, mas uma oportunidade de reafirmar a confiança na intercessão divina e na capacidade humana de superação. Ao invocar a figura de Maria, o cardeal recordou a expressão da Salve Rainha para definir o espírito deste novo tempo. A fé, nesse sentido, é apresentada como o alicerce que permite enfrentar os desafios contemporâneos com coragem e serenidade. "Iniciamos o novo ano de 2026 invocando a Mãe de Deus. Na Salve Rainha, nós temos uma expressão tão bonita: 'esperança nossa, salve'. É com esta indicação, com esse espírito, que iniciamos o novo ano", afirmou o Cardeal Jaime Spengler.
A esperança em ação
A mensagem do cardeal foi clara ao vincular a vida espiritual ao compromisso prático com a justiça social. Entre as prioridades para 2026, Dom Jaime destacou a Campanha da Fraternidade, que este ano aborda a temática da moradia, e as novas diretrizes da evangelização. A Igreja no Brasil propõe-se a ser um instrumento de dignidade, lutando para que as condições de vida básica sejam garantidas a todos os cidadãos, refletindo o amor de Cristo em ações concretas. "Novas diretrizes da evangelização, Campanha da Fraternidade com o tema da moradia, em vista de condições de vida melhor para todos, sempre orientados, guiados, inspirados por aquilo que a nossa Igreja nos pede", destacou Dom Jaime. Esse foco na moradia revela uma Igreja atenta às dores do povo brasileiro, buscando oferecer esperança através de políticas públicas mais humanas e de uma caridade que transforma estruturas.
Esperança e paz
Ao encerrar o seu pronunciamento, o presidente da CNBB dirigiu um voto de felicitações a todo o povo brasileiro, reforçando o desejo de que cada pessoa se torne um agente de transformação no seu próprio ambiente. O objetivo final das ações eclesiais em 2026 é a promoção da paz, entendida não como ausência de conflitos, mas como o fruto maduro da justiça e da fraternidade vivida. "Que sejamos, lá onde estivermos, instrumentos e promotores de paz", exortou o cardeal.









