Quaresma 2026
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O Cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), corajosamente entrou no debate sobre suicídio assistido na Itália antes de um projeto de lei que busca regular e possivelmente expandir o acesso, que deve chegar ao Senado este mês.
O projeto de lei segue os calcanhares de duas regiões, Toscana e Sardenha, regulando o suicídio assistido em 2025. Um Tribunal Constitucional descriminalizou o suicídio assistido sob um conjunto de condições restritas na Itália em 2019, mas instou o Parlamento a legislar sobre a prática. Se o Parlamento aprovar este projeto de lei, uma lei nacional seria implementada.
Lutando pela vida
O Cardeal Zuppi declarou inequivocamente a posição pró-vida em um discurso ao CEI, afirmando:
A dignidade humana não é medida por sua eficiência ou utilidade. A vida sempre tem valor, apesar da doença, fragilidade e limitações. A resposta ao sofrimento não é oferecer a morte, mas garantir formas de apoio social, cuidados de saúde contínuos e cuidados de saúde domiciliares, para que o paciente não se sinta sozinho e as famílias possam ser apoiadas e acompanhadas.
Ele expressou preocupação de que os indivíduos pudessem escolher acabar com suas vidas porque estão “convencidos de que se tornaram um fardo para suas famílias e para a sociedade como um todo, decidindo se afastar prematuramente”.
De fato, ele rebateu a ideia de que o suicídio assistido afeta apenas a pessoa que escolhe acabar com sua própria vida, “mas impacta profundamente o tecido dos relacionamentos que constituem a comunidade”.
Tomando medidas
Ele lembrou a seus colegas bispos que a escolha de uma pessoa de acabar com sua vida, especialmente quando ela é fraca, pode depender da quantidade de apoio que recebe.
Devemos escolher e fortalecer, em nível nacional, intervenções que melhor protejam a vida, promovam apoio e cuidados durante a doença e apoiem as famílias em tempos de sofrimento.
Além de uma rede de apoio pessoal para idosos ou vulneráveis, o cardeal Zuppi também enfatizou a importância dos cuidados paliativos, que são cuidados médicos especializados que buscam melhorar a qualidade de vida, não acabar com ela.
Os cuidados paliativos — que devem ser garantidos a todos, independentemente das distinções sociais ou geográficas, mas não são implementados — representam um verdadeiro antídoto para a lógica que considera o suicídio assistido ou a eutanásia como opções viáveis.
O Cardeal Zuppi pediu particularmente às comunidades cristãs que intensificassem e alcançassem as pessoas que vivenciam essa fase de fim de vida, tratando-as com verdadeira caridade.








