"Quem ama a Deus, quem O busca sinceramente, não pode ser ateu": esta é a mensagem que Leão XIV transmite em uma carta dirigida a um ateuQuaresma 2026
Para que a Aleteia continue sua missão de evangelização, faça uma doação.
Assim, o futuro da Aleteia também se tornará o seu.
Apoie a Aleteia
Desde 22 de fevereiro, o Papa Leão XIV participa do tradicional retiro quaresmal no Vaticano com os principais funcionários da Cúria. Um tempo de silêncio, meditação e introspecção durante o qual o Papa permanece afastado da vida pública e da mídia.
Contudo, na terça-feira, 24 de fevereiro, a revista mensal Piazza San Pietro, publicada pela Basílica de São Pedro, divulgou uma breve correspondência de Leão XIV, na qual ele responde a um homem chamado Rocco, originário da Calábria.
Rocco enviou-lhe um poema intitulado "Um ateu que ama a Deus". Nele, o italiano admite "acreditar que não acredita", mas explica que se questiona sobre "o mistério da harmonia" neste mundo e sente um certo "desconforto" por não conseguir encontrar Deus em sua vida.
Em sua resposta, Leão XIV agradece a Rocco pela carta e explica que o poema o fez lembrar de uma frase das Confissões de Santo Agostinho:
Tu estavas em mim, e eu fora. E lá eu te buscava".
"Estas palavras bastam para dizer que quem ama a Deus, quem o busca com um coração sincero, não pode ser ateu", afirma o Papa. Para Leão XIV, o "verdadeiro problema da fé" não é "crer ou não crer", mas sim distinguir entre "aqueles que buscam a Deus e aqueles que não o buscam".
Deus, assegura ele ao seu correspondente, "deixa-se encontrar pelo coração que o busca". "Pode-se crer que se crê, sem buscar a face de Deus, sem amá-lo", adverte Leão XIV. E da mesma forma, explica ele, "pode-se crer que não se crê e ainda assim ser um fervoroso buscador da sua face". Antes de insistir que nessa busca se encontra "a dignidade e a beleza da nossa vida".