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Qual o sentido da devoção a um santo? 

3 min de leitura
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Crédito: Pascal Deloche / Godong

Vamos saber mais sobre esses heróis da fé 

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A santidade não é coisa que nasce pronta, pendurada num oratório. Ela é, antes de tudo, uma construção que começa no meio do povo, no calor das necessidades, e termina no silêncio das salas de mármore do Vaticano que declara o santo. 

A gente ouve dizer que o santo já nasce com um brilho diferente, que desde o berço já operava prodígios. Mas a verdade é que o santo é um "fabricado" pela fé e pelo tempo. O povo, na sua sabedoria vai esculpindo a imagem daquele que pode olhar por ele. É o que os estudiosos chamam de "retroprojeção": a gente vê o adulto virtuoso e logo imagina que ele já era um santinho lá no ventre da mãe. Foi assim com personagens bíblicos como Isaac e Samuel. No Brasil, gente como Nhá Chica e o Padre Vitor, pretos mineiros, já começam a ser descritos como iluminados desde a infância. É o povo querendo que o seu herói seja perfeito do começo ao fim.