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Líder dos bispos dos EUA responde à publicação de Trump sobre o Papa Leão XIV

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Daniel R. Esparza - publicado em 14/04/26
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O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o Papa Leão XIV nas redes sociais, chamando o pontífice de "fraco", "terrível" e "muito liberal" em comentários relacionados à guerra em curso envolvendo o Irã. Coakley: "Ele é o vigário de Cristo que fala a partir da verdade do evangelho e pelo cuidado das almas."

Em uma longa publicação nas redes sociais feita por volta das 3h da manhã de domingo, Trump disse que "não era fã" do papa nascido nos EUA e o acusou de falhar na liderança. As declarações marcam um momento raro na história moderna em que um líder nacional criticou tão diretamente o Bispo de Roma, que é chefe de Estado.

Cerca de três horas após sua publicação sobre o Papa, Trump postou uma imagem gerada por inteligência artificial de si mesmo como Jesus, aparentemente curando uma pessoa.

O Arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência dos bispos católicos dos EUA, repreendeu as declarações de Trump em termos breves, porém incisivos.

"Estou desconsolado com a escolha do Presidente de escrever palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre. O Papa Leão XIII não é seu rival; tampouco o Papa é um político. Ele é o Vigário de Cristo que fala a partir da verdade do Evangelho e pelo cuidado das almas."

A publicação do presidente segue-se a vários comentários do Papa Leão XIII sobre a paz — focando-se em uma variedade de conflitos e em todos os lugares do mundo em guerra — do Oriente Médio à Ucrânia e, no domingo, ao Sudão. Ele liderou uma Vigília de Oração pela Paz global no sábado à noite.

A longa publicação de Trump mencionou o Irã e a Venezuela e até mesmo o irmão do Papa, dizendo: "Não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ESMAGADORA…"

Mais tarde, ele acrescentou comentários a repórteres, enquadrando a posição do Papa como permissiva em relação à escalada nuclear.

“Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, afirmou Trump, instando o papa a “se concentrar em ser um Grande Papa, não um político”.

Embora as tensões entre o Vaticano e os líderes políticos não sejam novidade, críticas pessoais diretas nesse nível ainda são raras.

Os papas costumam se pronunciar sobre situações políticas, já que a política, em última análise, diz respeito a como organizamos a vida em sociedade como seres humanos, e o papel da Igreja é defender a dignidade humana em todas as situações.

Por sua vez, o Papa Leão acaba de partir para uma viagem de 10 dias à África, onde visitará quatro países. Ele pareceu imperturbável diante da crítica incomumente direta do presidente Donald Trump, dizendo a repórteres na segunda-feira, em seu voo para a Argélia, que não tinha “nenhum medo” do governo Trump e que continuaria proclamando o Evangelho “em voz alta”, acrescentando um comentário irônico sobre a postagem de Trump no Truth Social: “É irônico — o próprio nome do site. Não preciso dizer mais nada”.

[Atualização: Assim que os Estados Unidos acordaram com a notícia da publicação do presidente e, em seguida, com as respostas de Leo, vários bispos começaram a fazer declarações, ecoando a do Arcebispo Coakley. Uma delas, digna de nota, é a do Bispo Barron, aqui.]

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