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Você quer um lar tranquilo? Os três conselhos de um arcebispo

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Aleteia Espanha - publicado em 01/06/26
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"Como as famílias católicas podem se esforçar para permanecer unidas nesta vida e na outra" é uma nova carta pastoral do arcebispo de St. Paul-Minneapolis

O arcebispo Bernard Hebda, de St. Paul e Minneapolis, dirigiu algumas palavras oportunas de encorajamento e esperança às famílias católicas. Escreveu uma carta pastoral, intitulada "Só uma coisa é necessária: como as famílias católicas podem se esforçar para permanecer unidas nesta vida e na próxima", por ocasião do décimo aniversário de sua posse como arcebispo (na festa de Nossa Senhora de Fátima). A carta é profundamente inspirada nas Escrituras, na vida dos santos e nas realidades da vida familiar moderna para ter um lar tranquilo.

Embora reconheça as importantes pressões culturais — o declínio da prática religiosa, a fragmentação familiar, as telas, a ansiedade e as distrações — o arcebispo Hebda orienta as famílias para Cristo como fonte de verdadeira unidade e paz. Aqui estão três grandes lembretes da carta que podem ajudar a promover uma vida familiar mais pacífica.

1SÓ UMA COISA É NECESSÁRIA: COLOCAR JESUS NO CENTRO

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Ecoando as palavras de Jesus à inquieta Marta (Lc 10, 42), o arcebispo Hebda lembra às famílias que "apenas uma coisa é necessária": uma relação viva com Cristo. Todo o resto brota deste eixo central. Quando Jesus é o centro absoluto da vida familiar, os pais podem amar seus filhos com Seu amor abnegado, sincero e misericordioso.

Este lembrete traz paz ao libertar as famílias da tirania da agitação sem fim e das expectativas mundanas. A santidade é possível na vida "ordinária", como demonstrado pelos santos Luís e Zélie Martin, cujo testemunho de fidelidade em meio ao sofrimento e à perda, com o qual todos podemos nos identificar, produziu frutos extraordinários (os cinco filhos que sobreviveram entraram na vida religiosa). As famílias são convidadas a priorizar a oração, os sacramentos e as práticas diárias simples que mantêm os corações voltados para o Senhor.

2O CAMINHO ESTREITO LEVA À VIDA, MAS EXIGE VIGILÂNCIA

O arcebispo Hebda fala francamente sobre o "desafio urgente" que as famílias enfrentam hoje, especialmente no que diz respeito a vários traços de personalidade. O mundo está repleto de distrações, materialismo, uso excessivo de tecnologia, solidão e confusão moral. Lembre-se que o papa São João Paulo II viu claramente que "o futuro da humanidade passa pela família". Como encorajamento, o arcebispo Hebda faz referência à parábola do semeador (Mt 13), destacando como os "espinhos" das preocupações mundanas podem afogar a semente da Palavra de Deus.

A grande mensagem que isso nos transmite é esperançosa: a porta estreita que conduz à vida (Mt 7, 13-14) é acessível graças à graça de Deus. A paz não vem de fugir dos desafios, mas de percorrer o caminho juntos com os olhos fixos no céu. Esse caminho envolve vigiar as telas e a mídia, cultivar o silêncio e a conversa autêntica, limitar as distrações e escolher a "terra fértil" onde a fé pode criar raízes profundas. As famílias que percorrem esse caminho juntas experimentam uma conexão mais profunda e uma maior resiliência.

3VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO: A IGREJA ESTÁ COM VOCÊ

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Uma das mensagens mais reconfortantes da carta é que as famílias não precisam percorrer esse caminho sozinhas. A Igreja está disposta a colaborar, apoiando os pais como primeiros mestres da fé. O arcebispo Hebda descreve maneiras concretas pelas quais as paróquias, as escolas e a arquidiocese podem acompanhar as famílias através de pequenos grupos, recursos para a criação de filhos, pastoral juvenil, retiros e apoio especial para aqueles com filhos que se afastaram da fé (invocando Santa Mônica).

Esta solidariedade eclesial traz uma paz profunda. Com base no testemunho das famílias santas e na intercessão dos santos, o arcebispo incentiva a perseverança com uma perspectiva eterna. Mesmo nas dificuldades, a graça de Deus é superabundante, e as famílias podem estar unidas não apenas nesta vida, mas para sempre na próxima.

Há esperança na família

A carta do arcebispo Hebda é, em última análise, um convite à esperança. Em um mundo que muitas vezes empurra as famílias em muitas direções, esses lembretes direcionam os corações para o que realmente importa. Ao se concentrar em Cristo, percorrer deliberadamente o caminho estreito e apoiar-se na Igreja, as famílias podem cultivar a paz que vem de viver como se "apenas uma coisa fosse necessária".

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