Se seus entes queridos lhe disseram que quando você mora com eles, parece que você está constantemente "mal", este pode ser um bom momento para fazer uma introspecção e descobrir o que está por trás de seu mau humor.
Por trás do mau caráter nem sempre há uma má atitude ou uma má intenção. Em muitas ocasiões, o que existe são emoções acumuladas, cansaço emocional, tristeza não expressa, estresse sustentado ou necessidades que temos ignorados há muito tempo.
Entender a origem de nossas emoções nos ajudará a mudar nossa atitude em relação a nós mesmos e aos outros. Para isso, é preciso parar e dar-se um tempo para refletir com clareza.
Raiva e cansaço emocional

Gary Chapman, autor do livro A Raiva: Como Entender e Controlar, explica que uma pessoa nem sempre está "zangada por tudo", mas vive carregando algo mais profundo. Depois de esconder dor, rejeição, cansaço, frustração, sentimentos de abandono, estresse e preocupações, essas emoções se transformam em mau humor e é assim que nasce o estresse crônico.
Nesse sentido, o renomado autor insiste em praticar a comunicação emocional, o perdão e aprender a expressar nossas necessidades antes de chegarmos ao limite.
O que fazer para evitar a raiva crônica?
1RECONHECER A RAIVA, EM VEZ DE NEGÁ-LA
É importante não minimizar o que sentimos e reconhecer: "Estou com raiva", "algo está me afetando". A partir daí, o próximo passo é se perguntar o que está por trás dessa reação.
2APRENDER A EXPRESSAR A RAIVA DE FORMA SAUDÁVEL
Chapman propõe não descarregar a raiva com agressividade ou silêncio destrutivo, mas falar antes de explodir, usar palavras claras e respeitosas, expressar sem atacar e comunicar as necessidades de forma correta. Por exemplo, em vez de dizer: "Você nunca faz nada certo!", podemos mudar para algo como "Estou sobrecarregado, preciso de espaço ou preciso de ajuda". É tudo sobre como dizemos as coisas.
3TRABALHAR O RESSENTIMENTO ANTES QUE SE ACUMULE

Um dos pontos mais importantes do livro é entender que a raiva guardada se transforma em ressentimento. E o problema com o ressentimento é que ele pode endurecer os relacionamentos, alimentar a irritabilidade e maximizar as pequenas situações.
Chapman propõe resolver conflitos antes que eles cresçam, ter espaços de conversa honesta, tanto consigo mesmo quanto com os outros.
4BUSCAR AJUDA QUANDO A RAIVA NOS SUPERA
Chapman reconhece que há casos em que a raiva se torna tão frequente que afeta a família, o casamento, a educação, o trabalho e a saúde emocional, por isso recomenda:
-Levar um acompanhamento terapêutico e usar ferramentas emocionais
-Projetar estratégias que nos ajudem a regular nossas emoções (como hobbies ou atividades físicas).
Lembre-se de que o mau humor pode ser evitado ou tratado se abordado pela raiz.









