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No olhar de Jesus: O Papa Leão fala sobre ser atraído

3 min de leitura
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Crédito: Pep Daude | Basilica de la Sagrada Familia

More than 40,000 parishioners and religious authorities accompany Pope Leo XIV during the Vigil at the Estadi Olimpic Lluis Companys in Montjuich, Barcelona, Spain, on June 9, 2026. The stage design is inspired by architect Antoni Gaudi, featuring a replica of the Tower of Jesus from the Sagrada Familia, which enters in procession.

O que Jesus vê? E por que os Evangelhos enfatizam seu olhar? O Papa Leão reflete sobre as leituras de hoje.

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Papa Leão observou antes de rezar o meio-dia Angelus em 14 de junho como os Evangelhos enfatizam o olhar de Jesus. O que Jesus vê?

Aqui está o texto completo da breve reflexão do Papa:

O Evangelho de hoje (Mt 9:36-10:8) nos traz um grande presente, pois atrai todos os que o ouvem para o olhar de Jesus: é uma história que testemunha a atenção desse olhar, além de nos contar o que o Senhor vê. Lemos, de fato, que Cristo “Quando viu as multidões, teve compaixão por elas, porque eram assediadas e indefesas” (v. 36). Tendo se tornado nosso irmão, o Filho de Deus olha para o povo, ele olha para a humanidade: ele vê a opressão que pesa e a violência que faz com que a força desapareça. Ele vê as feridas da guerra e o vazio do consumismo. Ele vê rostos reduzidos a máscaras, famílias dilaceradas pelo mal e jovens enganosos por falsos ideais. Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por e conosco: sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas seu desejo de redimir.

Porque ele conhece nossos corações e cuida de nós. Olhando para tantas pessoas como “ovelho sem pastor” (v. 36), Cristo se dedica a todos como o Bom Pastor e, como Senhor da colheita, envia trabalhadores para o campo do mundo (cf. v. 38). Qual é a tarefa deles? Eles devem oferecer o conforto de Deus àqueles que sofrem, trazendo caridade onde há miséria, esperança onde há aflição, fé onde há desconfiança.

O Evangelho lista os nomes dos primeiros doze “trabalhadores”: eles são discípulos feitos apóstolos, ou seja, missionários e pregadores. Entre eles, o primeiro que encontramos é Simon, chamado Peter. Mas também encontramos Judas Iscariote, nomeado por último, para nos lembrar que alguém pode seguir Jesus e traí-lo. Mesmo assim, o Evangelho permanece para todos uma palavra viva e verdadeira. A Boa Nova que abrange os séculos é a mesma, sempre jovem, fresca e libertadora: “O Reino dos Céus se aproximou!” (Mt 10:7). Sim, está perto porque em Jesus Cristo, Deus se aproxima de cada homem e mulher, de cada povo e nação. Quando este Evangelho é proclamado e vivido, o mal desmorona como uma doença que passa (cf. v. 8), como uma noite dando lugar ao amanhecer, como a morte conquistada pelo ressuscitado.

É assim que o olhar de Jesus transforma a realidade. Cheio de amor, sua iniciativa dá à luz um novo povo, a Igreja, chamado para continuar a missão dos apóstolos: “Você recebeu sem pagamento; dá sem pagamento” (v. 8). Sim, o presente de Jesus é totalmente gratuito, pois seu valor excede todas as medidas: é impossível merecê-lo ou “comprá-lo”. Esta graça é o belo nome da misericórdia de Deus, que nos procura onde quer que estejamos, para nos atrair para si mesmo. “Peça ao Senhor da colheita, portanto, que envie trabalhadores para a sua colheita” (Mt 9:38)!

Queridos amigos, a tarefa de evangelização decorre do presente de Deus, que em Cristo se torna perdão para o mundo, serviço aos menores e aos pobres, e um compromisso com a justiça. Invoquemos a ajuda da Virgem Maria, cheia de graça, para que possamos responder com alegria e coragem à missão para a qual Jesus nos chama.