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Pe. Zezinho: profetas equilibrados e profetas fanáticos

4 min de leitura
Grzech gniewu

Crédito: ShotPrime Studio | Shutterstock

Jesus pediu e ofereceu água naquele poço! Ele dialogava! Foi assim que a Samaritana percebeu estar diante de um grande profeta: ele a deixou falar!

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Os pedagogos da fé classificaram os profetas do Antigo Testamento entre profetas maiores e profetas menores: questão de conteúdo, impacto e até de preferência.

Alguns tiveram livros próprios. Outros nem livros tiveram. Exemplo disso foi o profeta Elias, que consta como o maior profeta do seu tempo e nem livro próprio teve.

O profeta Moisés levou o povo à Terra Prometida, mas ele mesmo não entrou. Jonas é famoso não pelo que disse, mas pelo que disseram dele. E as excrescências e maluquices de Amós e Oseias, hoje alguém os mandaria para um psiquiatra.

Leia aqueles relatos e verá que, naquele tempo, havia muitas esquisitices que hoje seriam rejeitadas pela maioria das igrejas. Falo das igrejas sérias, porque muitas seguem Montano e não Jesus.

Eram outros tempos. Embora tenha havido esquisitices nos anos 160 a 350, da parte de alguns famosíssimos pregadores, havia vontade de acertar!

Mas Montano não era normal! Começou a primeira heresia cristã da época. Fundou um tipo de igreja pentecostal por volta do ano 160.

Deturpou o conceito de pentecostalismo, que punha Jesus em terceiro lugar: primeiro era o Espírito Santo, segundo ele e, em terceiro, Jesus.

Montano fazia barbaridades em nome do Espírito Santo e das novas revelações que dizia receber em Papuza. Ali, o Espírito Santo era mais Espirros Santos do que profecia. Mas ele conseguiu milhares de adeptos que, por três séculos, fizeram um enorme mal à fé cristã.

Dois mil anos depois, o que vemos em algumas igrejas? Novos Montanos fazendo milagres e profecias estapafúrdias, tendo transes estranhos, rolando pelos templos, berrando como possessos e atribuindo tudo ao Espírito Santo.

Isso nunca foi movimento carismático e aquilo nunca foi efeito do Pentecostes. E hoje continua não sendo.

A doutrina serena da Pneumatologia, que só faz sentido quando se estudou a Cristologia, que, por sua parte, decorre do estudo sério da Teologia e da Psicologia, esta fé equilibra a pessoa.

Hoje, os desequilibrados e sem estudos sérios da teologia inventam novas igrejas sentimentalistas. Manipulam a Bíblia do começo ao fim!

Oseias hoje seria visto como histérico; o juiz Gedeão seria um religioso sanguinário para quem valia tudo para vencer; Tertuliano, Juliano, Ário, Donato e Montana, apesar de cultos ou sinceros, não passariam pelo crivo do bom senso. Severos demais!

Infelizmente, isso não é apenas coisa do passado. Grandes profetas como Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel mereciam e merecem ser estudados. Eram equilibrados!

Mas muitos profetas, tidos como os maiores do seu tempo, segundo a Bíblia, se desequilibraram a ponto de matar quem não pensava como eles: Elias foi um deles.

Conclusão? Os grandes profetas, em geral, eram equilibrados, falavam coisas seríssimas, mas nunca aderiram aos esquemas políticos da época. Não usavam Deus para ter influência. Não manipulavam a fé!

Hoje manipulam e sobem ao palanque para determinar em quem seus fiéis devem votar. Acabou o púlpito. O palanque o engoliu!

Todos os profetas de agora que abusam da mídia e do marketing da fé parecem maiores, mas não são. Falam de Deus como se conhecessem tudo sobre ele. Acham que acharam e pararam de procurar!..

Os verdadeiros profetas, a começar pelos papas, cardeais e bispos e muitos padres e pastores atuais, em geral são discretos. Aqui e acolá algum bispo faz palanque anti ou pró, mas a maioria deles orienta os fiéis sem direcioná-los!

Os boanerges e gritalhões de hoje são mais tipo Oseias e Montano do que porta-vozes da verdade.

Adoram os holofotes e os primeiros lugares. Adoram uma câmera e um microfone. Ficam lá por dez horas e, na tela, só se vê o rosto deles!

Jesus disse exatamente isso sobre os fariseus. Queriam notoriedade, mas não a veracidade; por isso eram notórios, mas não notáveis, e poucos deles aceitaram ouvir Jesus. Iam lá para criticar! Odiavam Jesus. E, ao fim, crucificaram-no em nome da sua fé obtusa e intolerante!

Já olhou a internet? Já viu a raiva que eles demonstram contra quem não pensa, não ora e não crê como eles?

Garantem que Jesus os salvou! Mas continuam cultivando o preconceito e o ódio de sempre!.. Querem converter os outros, mas esqueceram o essencial: esqueceram de se converter.